No Sudão, a guerra em curso desde 2023 representa uma grande ameaça para as crianças. Desde o início deste ano, mais de 330 menores já perderam a vida, principalmente nos Estados de Darfur e Cordofão.
O Fundo das Nações unidas para a Infância, Unicef, alertou nesta segunda-feira que a situação dentro e ao redor de Al Obeid, e em todo o Cordofão do Norte, é particularmente alarmante.
Drones aterrorizam comunidades
Desde maio de 2026, ataques com drones e outros métodos teriam causado mais de 35 vítimas infantis no Estado, incluindo pelo menos 18 crianças mortas e mais de 17 feridas.
A idade das vítimas varia de apenas dois meses a 17 anos. Segundo relatos, ataques com drones causaram 60% dessas vítimas.
Ataques sucessivos com drones e bombardeios também danificaram infraestrutura civil, incluindo residências, escolas, instalações de saúde, sistemas de água e mercados.
O conflito entre o Exército Sudanês e o grupo paramilitar Forças de Apoio Rápido, RSF, interrompeu rotas de suprimento e colocou serviços essenciais sob pressão crescente.
Pessoas deslocadas pelo conflito buscam abrigo em uma estação de ônibus em Gedaref, Sudão.
Crianças são mortas em suas próprias casas
O Unicef declarou que existem cerca de 500 mil civis sob risco em todo o Cordofão do Norte, principalmente em Al Obeid e arredores. A agência afirmou que qualquer deterioração adicional pode expor ainda mais crianças à morte, ferimentos, deslocamento e outros riscos graves de proteção.
O representante do Unicef no Sudão, Sheldon Yett, disse que as crianças estão sendo presas em um “ciclo implacável de violência, deslocamento e privação”.
Ele explicou que, para muitas delas, não há mais lugar seguro, pois estão sendo mortas e feridas em suas próprias casas, nas ruas, nos mercados e enquanto tentam acessar serviços essenciais como educação e saúde.
Yett ressaltou que crianças nunca devem ser alvo e que suas vidas devem ser protegidas.
Risco de recrutamento forçado
A ameaça persistente de ataques também aprofundou o medo, a ansiedade e o trauma entre as crianças, especialmente em comunidades que enfrentaram repetidos bombardeios e deslocamentos.
Além disso, os menores estão sob constante risco de graves violações, incluindo recrutamento forçado por grupos armados, sequestro, violência sexual e ataques a escolas e hospitais.
O Unicef fez um apelo para que todas as partes envolvidas no conflito a protejam civis, facilitem o acesso humanitário seguro e tomem todas as medidas possíveis para proteger as crianças de qualquer perigo.
Source of original article: United Nations / Nações Unidas (news.un.org). Photo credit: UN. The content of this article does not necessarily reflect the views or opinion of Global Diaspora News (www.globaldiasporanews.net).
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