A recuperação e reconstrução de Gaza no pós-guerra exigirão investimentos acima de US$ 71 bilhões nos próximos 10 anos. A estimativa é de uma nova avaliação das Nações Unidas e da União Europeia publicada na segunda-feira.

O documento “Avaliação Rápida de Danos e Necessidades” conclui que os dois anos de conflito no território palestino resultaram em uma “perda de vidas sem precedentes e em uma crise humanitária catastrófica”.

Grande parte de Gaza reduzida a escombros

O estudo elaborado em coordenação com o Banco Mundial destaca que grande parte de Gaza foi reduzida a escombros pela ofensiva militar israelense que respondeu os ataques do Hamas ao país em 7 de outubro de 2023.

De acordo com a avaliação, seriam necessários US$ 26,3 bilhões nos primeiros 18 meses para restaurar serviços essenciais, reconstruir infraestruturas críticas e apoiar a recuperação econômica.

A economia de Gaza sofreu uma contração de 84%

Já os danos à infraestrutura física giram em torno de US$ 35,2 bilhões, com perdas econômicas e sociais na casa de US$ 22,7 bilhões.

O comunicado descreve um frágil cessar-fogo acordado em outubro passado, na sequência de dois anos de um conflito arrasador, que matou 1221 pessoas em Israel, a maioria civis e fez 251 reféns por parte do Hamas e outros grupos palestinos.

Campanha militar de retaliação

Estima-se que a campanha militar de retaliação possa ter matado 72 mil pessoas em Gaza, a maioria civis. Os números são do Ministério da Saúde de Gaza, área controlada pelo Hamas até então.

Ao todo, 371.888 moradias foram destruídas ou danificadas. Mais de metade dos hospitais do território estão inoperantes e quase todas as escolas sofreram destruição ou danos. 

O cálculo é que1,9 milhão de pessoas, quase toda a população de Gaza, ficou deslocada, por várias vezes. Mais de 60% dos palestinos na região perderam suas casas.

Estudo elaborado em coordenação com o Banco Mundial destaca que grande parte de Gaza foi reduzida a escombros

A economia de Gaza sofreu uma contração de 84%. O relatório destaca que a escala e a extensão da privação abrangem condições de vida, meios de subsistência e renda, segurança alimentar, igualdade de gênero e inclusão social.

Com essas dificuldades, o desenvolvimento humano na Faixa de Gaza retrocedeu 77 anos. 

Esforços de recuperação e ação humanitária

De acordo com a ONU e a UE, dada “a imensa escala das necessidades, os esforços de recuperação devem ocorrer em paralelo com a ação humanitária”. 

O estudo assegura uma transição do socorro emergencial para a reconstrução em grande escala.

As duas organizações enfatizam ainda que a recuperação e a reconstrução precisam ser “lideradas pelos palestinos” e incorporar abordagens que apoiem ativamente a transferência da governança para a Autoridade Palestina. 

Para o propósito previsto na Resolução 2803 do Conselho de Segurança das Nações Unidas as duas entidades realçam o cessar-fogo sustentado, segurança adequada, acesso humanitário desimpedido e o restabelecimento imediato dos serviços essenciais.

O estudo também considera essenciais a livre circulação de pessoas, mercadorias e materiais de reconstrução dentro e entre Gaza e a Cisjordânia, bem como um sistema financeiro funcional e transparente.  

Source of original article: United Nations / Nações Unidas (news.un.org). Photo credit: UN. The content of this article does not necessarily reflect the views or opinion of Global Diaspora News (www.globaldiasporanews.net).

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