Nesta segunda-feira, a Organização Mundial da Saúde, OMS, revelou que a atual epidemia de ebola na República Democrática do Congo, RD Congo, apresenta um cenário arrasador.

Superando os números da crise vivenciada entre 2018 e 2020, o 17º surto do vírus no país já registra 2.325 mortos e 4.945 casos confirmados, superando os 2.299 óbitos registrados na epidemia historicamente conhecida como a mais fatal.

Capacidade de resposta das equipes no limite 

A cada semana, o número de novas infecções dobra nas regiões mais afetadas. A velocidade da transmissão supera a capacidade de resposta das equipes em campo.

No terreno, uma operação de grande escala foi acionada na tentativa de deter a propagação para evitar uma catástrofe ainda maior.

© Monusco
Agências da ONU e forças internacionais seguem intensificando ações de sensibilização

Equipes humanitárias atuam em parceria com o governo para reforçar frentes vitais, que vão da vigilância epidemiológica e tratamento de pacientes a sepultamentos seguros e busca ativa de casos nas comunidades. 

Recursos de emergência internacionais foram mobilizados para viabilizar insumos médicos, treinamentos e equipamentos de proteção aos profissionais de saúde no epicentro do surto. 

Construção de um futuro sustentável

Conforme declarado recentemente à ONU News, a representante da OMS na RD Congo, Anne Ancia, disse que a contenção da epidemia e a construção de um futuro sustentável só serão possíveis com a união de esforços com a população.

“Conter essa disseminação é muito mais importante, porque a disseminação no início era em Ituri e Kivu de Norte, e agora já passou para outras províncias. E significa mais trabalho, mais pessoas e mais pessoas a terem o risco de avaliar a doença. Então, realmente, o trabalho é de conter a epidemia e, com o movimento das pessoas, que é muito importante. E o acesso a algumas zonas que têm uma segurança difícil, então são muito difíceis de acessar, conter essa epidemia é difícil.”

© UNICEF/Vincent Tremeau
Número de novas infecções dobra nas regiões mais afetadas

Além da profunda e silenciosa crise humanitária, o impacto da epidemia vai muito além dos diagnósticos de ebola.

Queda drástica nos partos hospitalares

O medo da contaminação tem afastado a população dos centros de saúde. Na província de Ituri e em outras regiões, serviços básicos entraram em colapso.

Entre os exemplos estão as taxas de vacinação infantil e de partos hospitalares, que despencaram mais de 40%, colocando centenas de mães e crianças em risco e sobrecarregando o sistema de saúde.

Para deter o alastramento, agências da ONU e forças internacionais seguem intensificando ações de sensibilização em escolas e garantindo a distribuição contínua de suprimentos de higiene e proteção.

Source of original article: United Nations / Nações Unidas (news.un.org). Photo credit: UN. The content of this article does not necessarily reflect the views or opinion of Global Diaspora News (www.globaldiasporanews.net).

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