Os esforços para evitar o uso de armas de destruição em massa ganha um novo impulso, nesta segunda-feira, com o início da 11ª Conferência de Revisão das Partes no Tratado sobre a Não Proliferação de Armas Nucleares, TNP, na sede da ONU em Nova Iorque.

Este acordo, em vigor desde 1970, é o único compromisso juridicamente vinculante, no âmbito multilateral, que pauta o desarmamento e conta com participação dos cinco Estados detentores de armas nucleares. 

“Estado de amnésia coletiva”

Na abertura da sessão, o secretário-geral da ONU disse que a conferência oferece uma oportunidade de “proteger a humanidade da grave ameaça da aniquilação nuclear”.

António Guterres ressaltou que, pela primeira vez em décadas, o número de ogivas nucleares está em ascensão e os ensaios de volta à pauta, a despeito dos danos ambientais e humanos que causaram no passado.

Ele lamentou que alguns governos estão considerando abertamente a aquisição dessas “armas aterrorizantes”.

O líder da ONU alertou para um “estado de amnésia coletiva”, que faz com que as pessoas esqueçam que, há pouco tempo, a humanidade viveu sob a sombra de um potencial apocalipse nuclear. 

ONU
Ataque com a bomba atômica cruzou uma fronteira jamais esperada pela população mundial

Tratado precisa ser revitalizado

Ao longo das décadas, os Estados-membros da ONU desenvolveram uma rede de instrumentos para prevenir o uso, a proliferação e os testes de armas nucleares, com vistas a sua eliminação total.

O Tratado sobre a Não Proliferação de Armas Nucleares é a base desses esforços e um ponto de encontro para que os países fortaleçam a segurança mútua.

Guterres reconheceu que o acordo está se deteriorando, há muito tempo, com uma clara diminuição da confiança e da credibilidade. Ele enfatizou que o Tratado precisa ser revitalizado.

Ameaças ligadas à inteligência artificial

Ele pediu que a conferência aborde ainda a relação entre as armas nucleares e as novas tecnologias, como a inteligência artificial e a computação quântica, para que o texto o tratado reflita esses novos perigos. 

O chefe das Nações Unidas disse que os países devem assegurar que, até que as armas nucleares sejam eliminadas, a humanidade jamais ceda o controle sobre o seu uso.

Ele adicionou que do lado de fora do salão, bravos sobreviventes dos bombardeios atômicos contra as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki organizaram uma exposição comovente para lembrar os líderes de suas responsabilidades e do custo da guerra nuclear.

Unsplash/Andre Klimke
Um helicóptero de ataque voa no Afeganistão (arquivo)

Gastos militares em expansão

A alta representante da ONU para Assuntos de Desarmamento divulgou uma mensagem para marcar os Dias Globais de Ação sobre Gastos Militares.

Izumi Nakamitsu declarou que os investimentos dos países em armamentos chegaram ao décimo primeiro ano consecutivo de crescimento.

Dados divulgados pelo Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo mostram que os gastos militares mundiais atingiram mais de US$ 2.88 bilhões em 2025, uma alta de 2,9% em relação a 2024.

Em 2025, a assistência oficial ao desenvolvimento totalizou US$ 174,3 bilhões, representando uma queda de 23,1% em relação a 2024. Os gastos militares globais foram mais de 16 vezes superiores a este valor. 

Além disso, Nakamitsu enfatizou que o gasto militar global superou em 776 vezes o orçamento regular das Nações Unidas para 2025, que foi de US$ 3,72 bilhões.

Source of original article: United Nations / Nações Unidas (news.un.org). Photo credit: UN. The content of this article does not necessarily reflect the views or opinion of Global Diaspora News (www.globaldiasporanews.net).

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