Agências humanitárias marcaram seis meses desde a passagem do Furacão Melissa pelo leste de Cuba. Durante uma apresentação na sede da ONU, em Genebra, muitos porta-vozes destacaram a recuperação lenta num alerta para a comunidade internacional.

A Federação Internacional da Cruz Vermelha, “não se trata mais apenas de “responder” a um desastre, mas de sustentar a própria vida em uma região onde o progresso é considerado frágil.”

Doações dos Estados Unidos

O furacão Melissa chegou a Cuba punindo comunidades pesqueiras e centros urbanos como Santiago de Cuba. O impacto foi 2 milhões de afetados, mais de 700 instalações de saúde danificadas e acima de 100 estações de bombeamento de água paralisadas.

© OIM/Nicholas Renford
Avaliações da agência mostram a dimensão dos desafios futuros

O cenário atual é de “uma recuperação lenta e desigual”, disse Cristian Torres, do Ofac, que administra as doações dos Estados Unidos para ação humanitária a Cuba. Ele contou que milhares de famílias cubanas ainda olham para o céu através de telhados inexistentes ou improvisados.

Embora, historicamente, a Cruz Vermelha Cubana tenha décadas de experiência com furacões como Irma, Sandy e Matthew, nenhum desafio foi tão complexo quanto o Melissa. O furacão atingiu a ilha no meio de uma crise energética severa e de epidemias de dengue e Chikungunya.

Torres Bermejo destacou que estes “não são desafios sec

undários, mas que definem se uma comunidade consegue se recuperar ou se afunda no silêncio.”

Falta de combustível

Atualmente há falta de combustível e a instabilidade da rede elétrica, problemas que transformaram tarefas simples, como a coleta de lixo ou o transporte de materiais de construção, em operações de guerra.

Para contornar esse colapso, a resposta humanitária precisou inovar usando energia limpa através da instalação de sistemas solares para manter serviços essenciais.

Unicef/Patrice Noel
Resposta humanitária precisou inovar usando energia limpa através da instalação de sistemas solares

Outras novidades foram a mobilidade sustentável através do uso de veículos elétricos para garantir que a ajuda chegue aonde não hࢱ acesso ao petróleo. 

Quanto à água potável, filtros e sistemas garantiram a oferta de milhões de litros para 30 mil pessoas a cada semana.

Apelo internacional de emergência

Para muitas agências internacionais, o capital humano continua sendo considerado o recurso mais valioso de Cuba, apesar das carências materiais. São mais de 40 mil voluntários da Cruz Vermelha Cubana em ação espalhados por todo o país. 

O grupo não apenas distribui telhas e redes mosquiteiras, mas oferece apoio psicológico necessário para quem perdeu tudo.

Até agora, o apelo internacional de emergência permitiu assistir 45 mil pessoas, mas o financiamento ainda está longe da meta de alcançar 100 mil sobreviventes. Com o aproximar da nova temporada, o tempo é considerado um recurso essencial. 

Source of original article: United Nations / Nações Unidas (news.un.org). Photo credit: UN. The content of this article does not necessarily reflect the views or opinion of Global Diaspora News (www.globaldiasporanews.net).

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