A seleção do décimo secretário-geral da ONU, que assumirá o cargo em janeiro de 2027, poderá moldar a diplomacia global, a resposta a crises em todo o mundo e a direção do sistema multilateral na próxima década.
As principais questões que compõem o processo em andamento são:
• De qual país virá o próximo chefe da ONU?
• Uma mulher será escolhida para liderar a Organização pela primeira vez em mais de 80 anos de história?
• Como os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança superarão suas diferenças políticas em um mundo cada vez mais fragmentado?
Qual é o papel do Secretário-Geral?
O secretário-geral, ou SG, como o cargo é frequentemente chamado por pessoas ligadas à ONU, é o principal oficial administrativo e diplomata da ONU, sendo responsável pelas seguintes atribuições:
• Liderar o Secretariado da ONU e as operações globais
• Levar ao Conselho de Segurança da ONU questões que ameaçam a paz internacional
• Atuar como mediador, defensor e porta-voz público em crises globais
• Implementar as decisões dos Estados-membros
Quatro candidatos foram indicados para concorrer ao posto que será deixado pelo atual secretário-geral António Guterres em 31 de dezembro: Michelle Bachelet (Chile), Rafael Grossi (Argentina), Rebeca Grynspan (Costa Rica) e Macky Sall (Senegal).
Quatro candidatos foram nomeados para suceder António Guterres como próximo secretário-geral das Nações Unidas, a partir de 1º de janeiro de 2027. Os candidatos são Michelle Bachelet (Chile), Rafael Grossi (Argentina), Rebeca Grynspan (Costa Rica) e Macky Sall (Senegal).
Quando será a seleção?
O candidato vencedor ou candidata vencedora assumirá o cargo em 1º de janeiro de 2027.
O processo de seleção já está em andamento:
• Novembro de 2025: Os Estados-Membros são convidados a indicar candidatos até 1º de abril de 2026, mas este prazo é flexível e outros candidatos poderão entrar na corrida mesmo após a primeira ronda de diálogos interativos.
• 21 e 22 de abril de 2026: Os candidatos são questionados pelos Estados-Membros da ONU e membros da sociedade civil em “diálogos interativos” televisionados na sala do Conselho de Tutela.
• Final de julho de 2026: O Conselho de Segurança, composto por 15 membros, discute os candidatos a portas fechadas. O Conselho de Segurança informa publicamente sua escolha do nome a ser encaminhado numa carta à Assembleia Geral para votação.
• Final de 2026: A Assembleia Geral da ONU formaliza a nomeação.
Na prática, a decisão geralmente é finalizada entre agosto e outubro.
Quem são os candidatos?
A lista geralmente inclui diplomatas, primeiros-ministros, membros da ONU e figuras internacionais de alto escalão.
Até o momento, quatro candidatos foram indicados.
• Michelle Bachelet (do Chile)
• Rafael Grossi (Argentina)
• Rebeca Grynspan (Costa Rica)
• Macky Sall (Senegal)
Brasão da ONU no salão da Assembleia Geral.
Como funciona:
• Os candidatos devem ser indicados por pelo menos um Estado-membro da ONU.
• Os países podem apresentar um candidato cada (individualmente ou em conjunto).
• A autoindicação não é permitida.
• Candidatos adicionais podem ser indicados após o prazo de 1º de abril.
Regras informais:
• Nacionais dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança (China, França, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos), conhecidos como P5, não são indicados.
• Não há, por escrito, uma política oficial de rotação regional em relação à origem do secretário-geral, embora alguns argumentem que é a “vez” da América Latina, o que pode explicar por que três dos candidatos declarados até o momento são dessa região.
Intermediação de poder na Assembleia Geral e no Conselho de Segurança
O secretário-geral é nomeado pela Assembleia Geral, composta por 193 membros, mediante recomendação do Conselho de Segurança (conforme estabelecido no Artigo 97 da Carta da ONU). Embora o Conselho de Segurança, composto por 15 membros, e particularmente seus cinco membros permanentes, que podem vetar qualquer candidato, desempenhe um papel decisivo na formulação da recomendação, a nomeação é feita, em última instância, pela Assembleia.
Para se tornar secretário-geral, um candidato deve:
• Obter apoio da maioria no Conselho de Segurança
• Evitar o veto de qualquer um dos membros permanentes do Conselho de Segurança (P5)
Vocações informais são realizadas entre os membros do Conselho para indicar se apoiam, desencorajam ou não têm uma opinião específica sobre um candidato.
Essas votações informais continuam até que haja um candidato majoritário sem nenhum veto de um membro permanente do Conselho de Segurança (P5).
Trygve Lie, da Noruega, foi o primeiro secretário-geral da ONU.
É provável que uma mulher seja eleita?
A pressão está aumentando, mas não há garantias.
• Em 80 anos desde a fundação da ONU, houve nove secretários-gerais todos homens. Nenhuma mulher ocupou o cargo até agora.
• Os Estados-membros são incentivados a indicar mulheres.
• Mas gênero não é um critério formal de seleção embora seja encorajado em todos os editais de postos de trabalho das Nações Unidas que incentiva o equilíbrio de gênero como o Objetivo 5 de Desenvolvimento Sustentável.
Política do Conselho de Segurança
A decisão final ainda depende em grande parte de se os membros permanentes do Conselho de Segurança (P5) conseguirão chegar a um consenso. A discordância entre os membros permanentes do Conselho de Segurança e o impasse no Conselho de Segurança sobre as recentes crises em Gaza, Ucrânia e agora no Irã demonstraram o quão difícil a tarefa pela frente pode ser.
O décimo secretário-geral seguirá os passos de:
• António Guterres (Portugal), que tomou posse em janeiro de 2017;
• Ban Ki-moon (República da Coreia), 2007 a 2016;
• Kofi Annan (Gana), 1997 a 2006;
• Boutros Boutros-Ghali (Egito), 1992 a 1996;
• Javier Pérez de Cuéllar (Peru), 1982 a 1991;
• Kurt Waldheim (Áustria), 1972 a 1981;
• U Thant (Birmânia, hoje Mianmar), 1961 a 1971;
• Dag Hammarskjöld (Suécia), 1953 a 1961;
• Trygve Lie (Noruega), 1946 a 1952.
*Daniel Dickinson é redator-sênior da ONU News Inglês.
Source of original article: United Nations / Nações Unidas (news.un.org). Photo credit: UN. The content of this article does not necessarily reflect the views or opinion of Global Diaspora News (www.globaldiasporanews.net).
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