Mais de duas semanas após os dois terremotos que atingiram a Venezuela, o número de mortos já passa de 3,8 mil, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde, Opas.

O diretor da agência, Jarbas Barbosa, falou com a ONU News sobre a situação em campo. Estima-se que mais de 712 mil pessoas viviam em municípios expostos à maior intensidade sísmica. Os terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 atingiram a região norte da Venezuela.

Ampliação do atendimento aos feridos

O chefe da Opas contou à ONU News como está sendo o trabalho da agência no país:

“A nossa equipe foi reforçada para que o governo da Venezuela consiga responder a essa situação tão grave. Estamos trabalhando em várias áreas, tanto coordenando o envio das equipes internacionais de emergência, que já chegaram na Venezuela, algumas com capacidade de fazer cirurgias, de atender emergências, ou seja, ampliando rapidamente a capacidade de atender aos feridos”.

De acordo com o diretor, também estão sendo mobilizados recursos para que as mais de 17 mil pessoas que estão em quase 80 acampamentos temporários possam ter acesso a vacinas, comida segura, água potável e saneamento. 

Segundo ele, essas medidas são fundamentais para prevenir ou identificar rapidamente surtos de doença respiratórias ou diarreicas, que são frequentes nessa região.

Um apelo à solidariedade

A estratégia de resposta da Opas concentra-se em atender às necessidades imediatas de saúde e, ao mesmo tempo, apoiar a recuperação inicial do sistema de saúde durante os primeiros seis meses da emergência. A estratégia é viabilizada por meio de um apelo de financiamento feito pela agência.

“Lançamos um apelo para mobilizar US$ 24 milhões para essa resposta imediata. Já recebemos quase US$ 9 milhões de dólares desses 24 e seguimos incentivando a solidariedade internacional e a boa coordenação entre todas as organizações das Nações Unidas para que possamos apoiar conjuntamente e de forma bem coordenada a resposta adequada a essa situação tão dramática que temos na Venezuela”.

Segundo agências de notícias, a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional, FMI, Kristalina Georgieva, conversou nesta semana com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez. O objetivo é fazer com que o país possa acessar parte de seus ativos retidos pela organização internacional para responder à crise causada pelos terremotos.

*Valéria Maniero é correspondente da ONU News em Genebra.

Source of original article: United Nations / Nações Unidas (news.un.org). Photo credit: UN. The content of this article does not necessarily reflect the views or opinion of Global Diaspora News (www.globaldiasporanews.net).

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