A Organização Mundial da Saúde, OMS, declarou uma emergência de saúde global após o surto de Ebola na República Democrática do Congo.

A decisão foi anunciada pela agência da ONU, neste domingo, após a confirmação de dois casos em Uganda, o país vizinho da RD Congo. E um resultou em morte. Esta cepa do Ebola é causada pelo vírus Bundibugyo e com base na OMS não existe qualquer medicamento ou vacina contra essa variante. 

Sintomas e critérios

A OMS informou que em Ituri, a província congolesa no leste do país, já existem 246 casos suspeitos, oito foram confirmados por laboratório. No total, o Ebola já matou 80 pessoas, pelos relatos de autoridades locais.

A doença causa febre, dores musculares, fadiga, dor de cabeça e de garganta. A pessoa contaminda pode ter ainda vômitos, diarreia, erupções cutâneas e sangramentos.

A OMS informou que o surto da cepa do vírus Bundibugyo não preenche os critérios de emergência pandêmica, de acordo com a qualificação da Organização Mundial da Saúde. 

© UNICEF/Josué Mulala
Surto de Ebola em 2018-2019 causou mais de 2,3 mil mortes

O diretor-geral da agência, Tedros Ghebreyesus elogiou o que chamou de compromisso e franqueza do país africano para notificar o surto e permitir que a comunidade global tomes as providências necessárias.

Para decidir declarar a emergência global de saúde, a OMS analisou o risco para a saúde humana, o risco de propagação internacional da doença e o risco de interferência no tráfego internacional.

Morte de profissionais de saúde

A agência informou que foram notificados ainda em Ituri, na RD Congo, agrupamentos incomuns de óbitos na comunidade, apresentando sintomas compatíveis com a doença desta cepa do vírus Bundibugyo, em diversas zonas de saúde de Ituri. 

Outros casos suspeitos também foram notificados em toda a região de Ituri e em Kivu do Norte. Adicionalmente, foram notificados na área afetada pelo menos quatro óbitos entre profissionais de saúde.

Em 2018 e 2019, as províncias de Kivu do Norte e Ituri enfrentaram um surto pelo vírus ebola. De 2018 a 2020, mais de 2,3 mil pessoas morreram da doença. Mas ao contrário do que ocorreu com as cepas do Ebola-Zaire, atualmente não existem terapias ou vacinas aprovadas especificamente contra o vírus Bundibugyo. E por isso, se trata de um evento considerado extraordinário.

Prevenção, controle e viagens

Agora, cabe à RD Congo ativar seus mecanismos nacionais de gestão de desastres/emergências e estabelecer um centro de operações de emergência com  vigilância reforçada — incluindo rastreamento de contatos —, prevenção e controle de infecções, comunicação de risco e engajamento comunitário além de outros passos.

© WHO
Profissionais de saúde estão mobilizando uma resposta a um surto de um vírus da família do Ebola em Uganda

É preciso ainda assegurar que os casos suspeitos possam ser transferidos com segurança para unidades clínicas especializadas, visando ao seu isolamento e manejo clínico sob uma abordagem humanizada e centrada no paciente, realizar triagens nas fronteiras e nas principais vias de tráfego internas para garantir que nenhum caso suspeito passe despercebido. 

Um outro ponto de atenção é a realização de sepultamentos de pessoas que morrem do vírus de forma segura e digna e reduzindo o risco de infecção pelo vírus Bundibugyo. O transporte transfronteiriço de restos mortais de pessoas falecidas que tenham sido casos suspeitos, prováveis ​​ou confirmados da doença pelo vírus Bundibugyo deve ser proibido, salvo se autorizado em conformidade com as disposições internacionais reconhecidas de biossegurança.

Rastreamento e isolamento

Segundo a OMS, qualquer país que detecte, pela primeira vez, um caso suspeito ou confirmado da doença do vírus Bundibugyo (ou um contato), ou agrupamentos de óbitos inexplicados, deve tratar a situação como uma emergência de saúde, adotando medidas imediatas nas primeiras 24 horas para investigar e conter um potencial surto, por meio do isolamento de casos, manejo clínico, estabelecimento de um diagnóstico definitivo e realização de rastreamento e monitoramento de contatos, conforme necessário.

O ebola foi descoberto em meados dos anos 70 na RD Congo como uma doença que apareceu em morcegos. Não existe cura comprovada para o Ebola e de acordo 

Source of original article: United Nations / Nações Unidas (news.un.org). Photo credit: UN. The content of this article does not necessarily reflect the views or opinion of Global Diaspora News (www.globaldiasporanews.net).

To submit your press release: (https://www.globaldiasporanews.com/pr).

To advertise on Global Diaspora News: (www.globaldiasporanews.com/ads).

Sign up to Global Diaspora News newsletter (https://www.globaldiasporanews.com/newsletter/) to start receiving updates and opportunities directly in your email inbox for free.