Neste 29 de abril, o mundo observa o Dia Internacional em Memória das Vítimas de Terremotos.

Sob o lema “Recordar. Proteger. Construir Resiliência”, a data homenageia as vítimas e convoca as nações a acelerar a ação, garantindo que as reconstruções sejam erguidas sobre alicerces muito mais sólidos no futuro.

Custo da falta de ação 

Dados das Nações Unidas realçam que, entre 2000 e 2019, os terremotos e os tsunamis por eles gerados foram responsáveis por 60% de todas as mortes causadas por desastres naturais.

Desde 1900, pelo menos 12 grandes sismos superaram o total de 50 mil vítimas cada. A organização ressalta que essas vidas são frequentemente interrompidas pelo colapso de construções vulneráveis.

© UNICEF/Minzayar Oo
Tornar as infraestruturas resilientes exige aumentar cerca de 3% o investimento inicial

O risco se torna cada vez maior com a urbanização acelerada, as infraestruturas envelhecidas e as profundas desigualdades sociais que sujeitam os mais pobres a viver em habitações precárias.

Economia da prevenção

A ONU frisa que a ciência e a economia provam que a grande dimensão da destruição pode ser evitada. Segundo estimativas do Banco Mundial, tornar as infraestruturas resilientes exige aumentar cerca de 3% o investimento inicial.

Esse esforço se traduz num retorno no qual para cada dólar investido, são poupados US$ 4 com a redução de danos materiais, rupturas econômicas e perda de vidas humanas.

Os pilares da resiliência identificados pelo Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres e divulgados nas celebrações do dia se destacam em três eixos. Primeiro honrar o passado recordando as vítimas e transformando a tragédia em motivação para evitar sua repetição.

Pretende-se ainda desmitificar as baixas fazendo entender que o tremor de terra é um fenômeno natural, mas a catástrofe é uma falha de planejamento.

Por último, a data quer ressaltar a necessidade de rigor e prática ao aplicar códigos de construção rígidos e realizar exercícios constantes para proteger as comunidades e os ganhos de desenvolvimento.

Eventos de Tashkent a Nova Iorque

Este ano, as cerimônias para marcar a data serão principalmente em Tashkent, no Uzbequistão, local marcado pelo devastador terremoto de 1966. Ali, a comunidade internacional reafirma o seu compromisso com a reconstrução consciente.

© Unicef
Terremotos e tsunamis formados após sismos provocaram 60% de todas as mortes causadas por desastres naturais

Ao mesmo tempo, a sede da ONU em Nova Iorque, acolhe exercícios de evacuação e experiências imersivas lideradas por Kamal Kishore, representante especial do secretário-geral para a Redução do Risco de Desastres.

O objetivo é incentivar que simulados semestrais se tornem o padrão global para países em zonas de risco.

Marco de Sendai 

Alinhada com o Marco de Sendai, um acordo firmado em 2015 para reduzir o risco de desastres, a data é um apelo à implementação do conceito de reconstruir melhor. A ONU defende que a segurança deve ser parte de campanhas de sensibilização, mas também um pilar de boa governação.

Mitigar o impacto econômico dos sismos, que representam um quarto das perdas globais por desastres, exige vontade política e uma engenharia ética. 

Com sistemas de aviso precoce, construção segura e uma cultura de preparação, as Nações Unidas acreditam ser possível assegurar que, embora ocorram tremores futuramente, estes nunca mais se traduzam em grandes danos.

Source of original article: United Nations / Nações Unidas (news.un.org). Photo credit: UN. The content of this article does not necessarily reflect the views or opinion of Global Diaspora News (www.globaldiasporanews.net).

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