A migração sempre fez parte da história humana, ajudando a construir sociedades e impulsionar economias, mas atualmente “está sendo distorcida pelo medo e pela desinformação”.

Essas foi a reflexão que o secretário-geral da ONU propôs no Fórum de Revisão da Migração Internacional, que ocorre em Nova Iorque. 

“A migração não é a crise”

António Guterres afirmou que “os migrantes estão sendo usados ​​como bodes expiatórios para fins políticos”, e sofrem com narrativas de desumanização e privação de direitos e dignidade.

Ele afirmou que “a migração não é a crise. A crise é o fracasso coletivo do mundo em gerenciá-la”.

Guterres lembrou que O Pacto Global da ONU para a Migração Segura, Ordenada e Regular representa um marco na cooperação multilateral.

Desde a sua adoção, em 2028, os Estados-membros têm tomado medidas concretas para expandir as vias regulares, fortalecer a mobilidade laboral, aprimorar as operações de busca e salvamento, melhorar os sistemas de dados e apoiar o retorno e a reintegração seguros.

200 mil pessoas traficadas

A cada quatro anos, o Fórum Internacional oferece a oportunidade de avaliar o progresso, enfrentar os desafios e refinar as prioridades.

Em seu relatório mais recente sobre o tema, o secretário-geral destaca que, nos últimos quatro anos, pelo menos 200 mil vítimas foram traficadas, a maioria delas, mulheres e meninas.

Em apenas dois anos, mais de 15 mil pessoas morreram ou desapareceram ao longo das rotas migratórias. Além disso, famílias e crianças continuam a ser detidas e inúmeros trabalhadores permanecem explorados e excluídos das proteções trabalhistas.

O chefe das Nações Unidas ressaltou que esse números revelam que “nenhum país consegue gerir a migração sozinho”. Ele defendeu mais cooperação entre fronteiras, entre governos e em toda a sociedade.

OIM
As pessoas continuam a migrar em um contexto global cada vez mais incerto

Repressão mais dura contra redes criminosas

Para Guterres, os países devem intensificar os esforços para acabar com práticas discriminatórias, priorizando alternativas à prisão e acabando de uma vez por todas com a detenção de crianças e famílias migrantes.

Ele também pediu uma repressão mais dura a redes criminosas transnacionais que “exploram o desespero, ganham dinheiro com o sofrimento e lucram com a morte” dos migrantes. 

O líder da ONU disse que este tipo de contrabando precisa ser combatido com os mesmos mecanismos de cooperação, ferramentas de regulação financeira e o mesmo nível de recursos aplicados para deter o tráfico de drogas.

Source of original article: United Nations / Nações Unidas (news.un.org). Photo credit: UN. The content of this article does not necessarily reflect the views or opinion of Global Diaspora News (www.globaldiasporanews.net).

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