Neste 31 de agosto, assinala-se a 24.ª edição do Dia Africano de Medicina Tradicional, que reconhece o papel central das práticas populares de cuidados de saúde para milhões de africanos.

O tema da edição de 2026 é “Reflexões sobre os esforços de pesquisa e desenvolvimento da medicina tradicional para alcançar a cobertura universal de saúde na Região Africana”.

Cuidados populares acessíveis 

A data reconhece o papel vital que a medicina tradicional desempenha no fornecimento de cuidados acessíveis, a preços módicos e culturalmente fundamentados para milhões de pessoas em todo o continente.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, sublinha que os profissionais de saúde tradicionais constituem o primeiro ponto de contacto para cuidados de saúde em muitas comunidades, particularmente nas regiões rurais.

© Adobe Stock/Polette
O enchimento de cápsulas de medicamentos pode ser feito manualmente ou por máquinas.

Diante do seu valioso contributo, o Centro Global de Medicina Tradicional da OMS e o Escritório Regional da agência promoveram o diálogo construtivo entre líderes, pesquisadores e profissionais de saúde tradicionais. 

Em conjunto, estes refletiram sobre como a medicina tradicional pode ajudar a acelerar a cobertura universal de saúde em todo o continente, numa abordagem centrada nas evidências, na inovação e na confiança comunitária.

Investimento e documentação 

Os participantes concordaram que a medicina tradicional não representa uma relíquia do passado africano, reafirmando o seu potencial para fortalecer a atenção primária à saúde e promover a sua cobertura universal.

Atualmente, o continente possui algumas das tradições de conhecimento em saúde e recursos de biodiversidade mais ricos do mundo.

Para desbloquear esse potencial, a agência diz que é necessário apostar na colaboração entre pesquisadores, governantes, parceiros e comunidades, bem como em um maior investimento em pesquisa e desenvolvimento, argumentam os participantes.

Noutra prioridade delineada passa pela documentação do conhecimento tradicional, os participantes alertaram para o risco de perda de conhecimentos não documentados. Eles apelaram para o reforço da preservação e no estudo do património de saúde de África para as próximas gerações. 

OMS reconhece potencial da medicina tradicional

Olhando para o futuro, os participantes expressaram otimismo em relação à medicina tradicional. Eles descreveram um futuro onde a medicina tradicional e a biomedicina podem prosperar conjuntamente, contribuindo para a resiliência e saúde das comunidades africanas. 

A OMS destaca que a medicina tradicional já é utilizada por milhões de pessoas, sendo cada vez mais reconhecida como uma parceira valiosa da biomedicina no apoio à prevenção e nos cuidados de saúde primários.

A agência destaca ainda que a medicina tradicional baseada em evidência pode contribuir para sistemas de saúde mais centrados nas pessoas e culturalmente relevantes, quando integrada de forma segura e eficaz.

Source of original article: United Nations / Nações Unidas (news.un.org). Photo credit: UN. The content of this article does not necessarily reflect the views or opinion of Global Diaspora News (www.globaldiasporanews.net).

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