Apesar da queda das chegadas de migrantes por mar ao continente europeu em 2026, as mortes nas travessias do Mediterrâneo continuam a aumentar, revela a Organização Internacional para as Migrações, OIM.

As conclusões constam da Matriz de Acompanhamento de Deslocamentos e do Projeto Migrantes Desaparecidos da agência, que abrangem os incidentes e as chegadas de migrantes confirmadas até 15 de setembro.

Itália regista maior queda de entradas

A OIM destaca que cerca de 60 mil migrantes e refugiados chegaram à Europa por via marítima em 2026. Este valor representa uma queda de 39% em relação às 98 mil pessoas registadas no mesmo período do ano passado.

A queda mais acentuada verificou-se na rota do Mediterrâneo Central em direção a Itália, onde o número de chegadas de migrantes diminuiu 55%, passando de 48,2 mil em 2025 para 21,4 mil neste ano.

A Grécia e a Espanha também registaram quedas no número de entradas de migrantes na ordem dos milhares. No ano passado, estes países registaram cerca de 25,4 mil e 23 mil entradas, respetivamente. Já em 2026, as entradas caíram para cerca de 20,4 mil na Grécia e 16,8 mil em Espanha.

© SOS Méditerranée/Flavio Gasperini
Segundo a Agência da ONU para Refugiados, Acnur, a rota do Mediterrâneo é uma das mais letais

Mortes e desaparecimentos aumentam

Em contrapartida, a agência registou um aumento de cerca de 14,7% no número de mortes ou desaparecimentos durante estas travessias marítimas, de 1.999 pessoas em 2025 para pelo menos 2.292 em 2026.

Entre as travessias mediterrânicas, as mortes registadas no Mediterrâneo Oriental destacam-se com um aumento de cerca de 47%, de 284 no ano passado para 417 mortes registadas até este mês de setembro.

As mortes na rota do Mediterrâneo Central aumentaram 18%, de 844 para 996, enquanto, em Espanha, as mortes registadas nas rotas do Atlântico e do Mediterrâneo Ocidental permaneceram elevadas, com 879 vítimas.

Uma vez que nem todos os naufrágios e desaparecimentos foram registados durante este período, a OIM sublinha que o número real de mortes é provavelmente superior ao registado.

Entretanto, 17.067 migrantes foram intercetados no mar e retornados à Líbia entre janeiro e meados de setembro deste ano, segundo dados da Guarda Costeira da Líbia, monitorizados pela agência da ONU.

Migrantes realizam travessias cada vez mais perigosas

A diretora-geral da OIM, Amy Pope, sublinhou que o aumento das mortes demonstra que os migrantes  realizam travessias cada vez mais perigosas, colocando as suas vidas em risco.

Diante deste cenário, a responsável defendeu a necessidade de reforçar a cooperação internacional para salvar vidas, proteger os migrantes, combater o tráfico e a exploração e expandir vias migratórias seguras.

Amy Pope também defendeu os esforços contínuos para esclarecer o paradeiro dos migrantes desaparecidos e apoiar as famílias afetadas, em conformidade com o Pacto Global para uma Migração Segura, Ordenada e Regular das Nações Unidas.

Source of original article: United Nations / Nações Unidas (news.un.org). Photo credit: UN. The content of this article does not necessarily reflect the views or opinion of Global Diaspora News (www.globaldiasporanews.net).

To submit your press release: (https://www.globaldiasporanews.com/pr).

To advertise on Global Diaspora News: (www.globaldiasporanews.com/ads).

Sign up to Global Diaspora News newsletter (https://www.globaldiasporanews.com/newsletter/) to start receiving updates and opportunities directly in your email inbox for free.