Um ataque russo com drone à cidade de Dnipro, na Ucrânia, deixou pelo menos 14 civis mortos e outros 10 feridos na principal estação ferroviária da cidade nesta quinta-feira. 

Segundo agências de notícias, um drone a jato atingiu a estação quando um trem, com destino a Zaporizhzhia, estava parado em uma das plataformas.

Aumento de ataques ao sistema ferroviário

O coordenador humanitário da ONU na Ucrânia, Matthias Schmale, disse que pessoas deslocadas e trabalhadores humanitários, que estavam perto do local, ficaram em estado de choque devido às explosões.

Segundo dados de autoridades ucranianas, o número de ataques a instalações ferroviárias subiu de 1.206 em 2025 para 1,7 mil neste ano.

Em entrevista à ONU News na quinta-feira, Schmale afirmou que os preparativos para levar ajuda a Oleshky, uma cidade na região de Kherson sob ocupação russa, estavam “acelerando”.

© OCHA
Matthias Schmale (à esquerda) encontra-se com uma senhora idosa que viveu toda a sua vida em Kherson.

“Estrada da morte”

A cidade está sob um cessar-fogo, intermediado pela primeira-dama dos EUA, Melania Trump, e anunciado pela Casa Branca em 23 de outubro. Porém, a suspensão dos combates acaba na noite de 1º de novembro, e os esforços agora se concentram em evacuar os moradores que querem sair do local.

O comissário para os Direitos Humanos do Parlamento da Ucrânia, Dmytro Lubinets, informou que está a caminho da cidade e que acompanhará os moradores num processo de evacuação.

Schmale explicou que a presença de minas nas estradas foi um dos principais motivos pelos quais os moradores ficaram ilhados. Ele mencionou imagens de um trecho conhecido localmente como a “estrada da morte”.

Ele disse que “é evidente que qualquer passagem segura, tanto para entrar quanto para sair, exige uma operação prévia de desminagem”, acrescentando que esses esforços já estão em andamento.

Oferta de apoio “não aceita”

A ONU não tem um papel direto na evacuação. Schmale contou que a organização ofereceu apoio, “mas a oferta não foi aceita”.

Conforme o procedimento estabelecido, as pessoas evacuadas receberão assistência assim que chegarem a áreas controladas pelo governo ucraniano, incluindo alimentos e outros tipos de ajuda material. A partir deste momento, a ONU poderá começar a atuar. 

Schmale observou que as estimativas variam, mas que ouviu dizer que entre 200 e 300 pessoas poderiam sair, “o que deixaria mais de mil pessoas no local, as quais precisarão de apoio”.

Ⓒ Aiea
Fortes explosões abalaram a área da usina nuclear de Zaporizhzhia, na Ucrânia.

Drone mata funcionário de usina nuclear

A Agência Internacional de Energia Atômica, Aiea, foi informada de que um funcionário da Central Nuclear de Zaporizhzhia morreu em decorrência de um ataque por drone nesta quinta-feira. Segundo relatos, a vítima era um soldador na oficina central de reparos da usina. 

O diretor-geral da Aiea, Rafael Mariano Grossi, afirmou em rede social que qualquer ataque contra o pessoal de uma central nuclear é totalmente inaceitável e viola os Sete Pilares Indispensáveis ​​para a Segurança Nuclear e a Proteção Física durante um conflito armado. 

Ele reforçou o pedido por máxima contenção militar, a fim de prevenir um acidente nuclear durante o conflito.

Protegendo populações vulneráveis do frio

Em Genebra, o porta voz da Agência da ONU para Refugiados, Acnur, lembrou que o inverno está chegando e representa riscos para a população ucraniana e de outras partes do mundo. 

Matthew Saltmarsh disse que 9 milhões de pessoas, no Afeganistão, na Ucrânia, na Síria e no Líbano, precisarão de apoio adicional para enfrentar os meses frios que virão.

O representante do Acnur lançou a campanha anual de inverno da agência, com o objetivo de arrecadar US$ 50 milhões de indivíduos e do setor privado. 

Saltmarsh ressaltou que cada doação significa um auxílio muito tangível como aquecedores, cobertores, agasalhos, dinheiro para pagar combustível ou lona e fita adesiva para consertar uma janela quebrada.

Source of original article: United Nations / Nações Unidas (news.un.org). Photo credit: UN. The content of this article does not necessarily reflect the views or opinion of Global Diaspora News (www.globaldiasporanews.net).

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