Mianmar enfrenta uma onda de ataques aéreos desde o início da semana. Entre as vítimas fatais estão profissionais de saúde, crianças e um bebê recém-nascido.
Os alvos atingidos incluem uma maternidade provisória e uma escola, de acordo com monitores de direitos humanos e o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef.
Ataques aéreos
No estado de Rakhine, os bombardeios atingiram quatro municípios. Em Mrauk-U, um posto de saúde-maternidade foi alvejado, matando ao menos 12 pessoas e ferindo 32, segundo a agências de notícias.
Um ataque aéreo também atingiu uma escola que abrigava civis em Loikaw, perto da fronteira com a Tailândia.
Um bebê de apenas uma semana de vida foi esmagado pelos escombros. Outras quatro pessoas, incluindo trabalhadores de saúde, morreram no local.
Agravamento do conflito
Em comunicado oficial, o Unicef declarou estar profundamente alarmado com os relatos e reiterou que crianças continuam sendo os mais vulneráveis em conflito.
A agência destacou que escolas e instalações de saúde devem ser preservadas, que está trabalhando com parceiros locais para coordenar a ajuda humanitária aos impactados e reafirmou a obrigação de todas as partes envolvidas no cumprimento do direito internacional humanitário.
Os combates na região de fronteira também geraram tensão diplomática. Caças das forças armadas da Tailândia realizaram patrulhas aéreas preventivas após estilhaços e explosões atingirem o lado tailandês da fronteira.
Crise humanitária prolongada
Desde o golpe militar de 2021, que derrubou o governo, liderado pela Prêmio Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, Mianmar vive um conflito civil que já provocou cerca de 100 mil mortes e deslocou mais de 3,5 milhões de pessoas, segundo estimativas da ONU.
A Junta Militar no poder enfrenta perdas territoriais para grupos rebeldes e tem intensificado o uso de poder aéreo para bombardear a oposição.
Em resposta às denúncias, o Ministério das Relações Exteriores do regime declarou que as forças armadas atuam com máxima contenção para evitar danos a civis.
Source of original article: United Nations / Nações Unidas (news.un.org). Photo credit: UN. The content of this article does not necessarily reflect the views or opinion of Global Diaspora News (www.globaldiasporanews.net).
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