Na madrugada desta terça-feira, a Ucrânia foi alvo de ataques em período de início das férias escolares de verão em atos considerados como “mais um cenário de terror para milhares de famílias ucranianas”. 

Agências de notícias divulgaram que numa das maiores operações aéreas coordenadas pela Rússia foram utilizados mais de 656 drones e pelo menos 73 mísseis.

Grandes centros urbanos

Por esses relatos, pelo menos 18 pessoas morreram, incluindo duas crianças. Mais de 100 vítimas ficaram feridas, além da destruição nas várias cidades.

Em rede social, o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, relata que o terceiro ataque de grande escala nas últimas três semanas atingiu grandes centros urbanos como Kyiv, Dnipro e Kharkiv.

© Unfpa/Olha Lavryk
Equipes humanitárias continuam presentes no terreno para oferecer assistência médica e psicológica urgente

O rastro de destruição inclui danos em casas, hospitais e lojas severamente afetados ou completamente destruídos.

Há ainda questões de saúde mental. Crescem o medo e a ansiedade entre a população civil, que vive sob a constante expectativa do próximo alerta de bombardeio.

Abrigos subterrâneos

Em relação às vítimas infantis, a agência destaca que em pleno descanso no meio do ano escolar, as crianças e seus pais passaram a noite em abrigos subterrâneos, acordados por sirenes de ataque aéreo e explosões.

O Escritório de Assistência Humanitária, Ocha, realçou que o cumprimento do direito internacional humanitário exige uma proteção rigorosa de civis e de infraestruturas essenciais. 

O apelo da entidade da ONU é que as partes envolvidas acabem com a retórica inflamatória e a escalada de violência visando o caminho para uma paz justa.

© Acnur/Filip Loncar
Mais de 100 vítimas ficaram feridas, além da destruição nas várias cidades

Na frente humanitária, o Unicef realçou que o sofrimento das crianças reflete “o impacto psicológico profundo de uma guerra que parece não dar trégua”. A agência confirmou a morte de um menino de três anos em Dnipro e que outras 10 crianças ficaram feridas em todo o país.

Infância interrompida por sirenes e escombros

As equipes humanitárias continuam presentes no terreno para oferecer assistência médica e psicológica urgente, mas o trauma físico e emocional é “difícil de mensurar”.

A pequena Valeria, de 13 anos, passou a noite trancada em um porão em Kyiv ao lado da mãe. Ela disse ter achado que não sobreviveria aos ataques de segunda-feira num momento em que perdeu o controle e começou a chorar “quando as explosões ficaram tão fortes que romperam a porta do abrigo”.

As agências internacionais reiteram que a proteção à infância e o respeito aos direitos humanos básicos “precisam ser prioridade máxima”, enquanto o mundo assiste aos menores com infância interrompida por sirenes e escombros na Ucrânia.

Source of original article: United Nations / Nações Unidas (news.un.org). Photo credit: UN. The content of this article does not necessarily reflect the views or opinion of Global Diaspora News (www.globaldiasporanews.net).

To submit your press release: (https://www.globaldiasporanews.com/pr).

To advertise on Global Diaspora News: (www.globaldiasporanews.com/ads).

Sign up to Global Diaspora News newsletter (https://www.globaldiasporanews.com/newsletter/) to start receiving updates and opportunities directly in your email inbox for free.