Neste 15 de abril, o conflito no Sudão completa três anos. Para o subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários, Tom Fletcher, o que está ocorrendo no país africano é “a maior crise humanitária do mundo”.
O também coordenador de Ajuda de Emergência alertou que à medida que se aproxima a estação da seca, que leva à escassez de alimentos, “a fome está apertando seu cerco”.
Ajuda de Emergência
Os maiores alvos da guerra que envolve as Forças Armadas Sudanesas, SAF, e as Forças de Apoio Rápido, RSF, têm sido mulheres e crianças. A ONU Mulheres alerta sobre o alto impacto da piora sobre as populações vulneráveis.
ONU Mulheres alerta que sudanesas estão sendo estupradas e mortas em suas casas
A comunidade humanitária diz que 17 milhões de pessoas se beneficiaram de auxílio em 2026. Neste ano, a meta é prestar ajuda a 20 milhões. Por isso, Fletcher enfatizou que a resposta internacional ainda não tem fundos suficientes.
Para o chefe humanitário, o Sudão precisa de uma ação imediata para deter a violência, proteger os civis, garantir o acesso às comunidades em maior perigo e financiar a resposta. No último trimestre, quase 700 civis teriam sido mortos em ataques de drones.
Organizações lideradas por mulheres
A ONU Mulheres publicou o Alerta de Gênero enfatizando como a violência sexual se tornou profundamente enraizada. Com base em dados coletados de 85 organizações lideradas por mulheres no Sudão, a necessidade de apoio após a violência de gênero quadruplicou desde o início da guerra.
A diretora regional da agência para a África Oriental e Austral, Anna Mutavati, alertou que “mulheres e meninas estão sendo estupradas e mortas em suas casas, e enquanto fogem, buscam comida, água e assistência médica”.
Mais de 4,3 milhões de mulheres e meninas estão deslocadas
Para a representante, o uso da violência sexual “foi incorporado ao próprio plano da guerra no Sudão.” Mais de 4,3 milhões de mulheres e meninas estão deslocadas, muitas vezes totalmente isoladas das necessidades básicas de sobrevivência.
Sobre o peso da violência sobre crianças, a chefe de Comunicação do Fundo da ONU para a Infância, Unicef, no Sudão, Eva Hinds, relatou pelo menos 245 vítimas fatais menores de idade nos primeiros três meses de 2026.
Tensões intercomunitárias
Com 10 milhões de crianças em idade escolar fora das salas de aula e centenas de milhares sofrendo de desnutrição aguda, Hinds advertiu sobre “a realidade para as crianças no Sudão ficando mais sombria a cada hora que passa”.
Já o relator para os Direitos Humanos no Sudão, Radhouane Nouicer, enfatizou haver cerca de 14 milhões de pessoas que foram forçadas a abandonar suas casas. Muitas delas por repetidas vezes.
O tecido social do país também está se rompendo com a rica diversidade cultural do Sudão se perdendo em meio à alta das tensões intercomunitárias, impulsionadas por suspeitas mútuas e profunda desconfiança.
O Escritório de Direitos Humanos documenta padrões de violações graves que podem ser consideradas crimes de guerra à luz do direito internacional. Diante disso, o especialista reforça que não há solução militar viável para o conflito.
O apelo é por uma ação urgente da comunidade internacional para exercer pressão máxima sobre as partes envolvidas, forçando o diálogo e evitando a fragmentação total da nação africana.
Source of original article: United Nations / Nações Unidas (news.un.org). Photo credit: UN. The content of this article does not necessarily reflect the views or opinion of Global Diaspora News (www.globaldiasporanews.net).
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