Mais da metade dos países da União Europeia, UE, já utilizam diagnósticos apoiados por Inteligência Artificial, IA, incluindo ferramentas de detecção de doenças e tomada de decisões clínicas.
Essa é uma das evidências reunidas em um novo relatório da Organização Mundial da Saúde, OMS, que demonstra que a IA está transformando o funcionamento dos sistemas de saúde no continente.
Cirurgia assistida por IA
Dentre os países do bloco, apenas Portugal, França e Espanha já estabeleceram formalmente a cirurgia assistida por Inteligência Artificial, com uso de robótica médica para otimizar habilidades cirúrgicas.
O documento examina fatores como estratégias nacionais, marcos jurídicos e éticos, governança de dados e capacitação da força de trabalho.
A pesquisa consultou os 27 países membros da UE sobre prioridades para a aplicação da IA na área da saúde e a resposta mais citada foi o aprimoramento do atendimento e dos desfechos clínicos dos pacientes.
Algumas estratégias relacionadas a esse objetivo são medicina personalizada, a triagem de pacientes e a melhoria da experiência geral de saúde.
Outra prioridade em destaque é o uso da Inteligência Artificial para diagnóstico, prognóstico e tomada de decisão médica assistida, envolvendo técnicas como a elaboração de perfis de risco e análise de imagens por IA.
As GPUs são usadas para treinar modelos de IA, realizando operações matemáticas complexas
Centros de dados
O documento revela que está avançando na Europa a criação de centros de dados, que usam poder computacional para compilar e processar grandes volumes de informações de saúde.
Centros nacionais de dados deste tipo já foram criados por 63% dos países da UE. Outros 22% estão em processo de desenvolvimento dessas plataformas.
No caso de Portugal, esse tipo de sistema já agrega dados da atenção primária, emergência, internações, prescrições, mortalidade, cuidados críticos de pediatria, registros eletrônicos e informações administrativas.
O país tem regras rigorosas que limitam o acesso apenas a pesquisadores do setor público no que diz respeito ao uso secundário desses dados para pesquisa.
Em outras nações europeias, onde outros atores são autorizados a realizar pesquisas, a anonimização – que protege os dados pessoais – é a condição mais frequentemente exigida para o acesso aos dados de saúde.
Uso seguro, equitativo e responsável
Por outro lado, o levantamento da OMS indica que a maioria dos Estados-membros ainda carece de regras e estruturas para facilitar o intercâmbio de dados para pesquisas.
A OMS afirma que se essas barreiras não forem abordadas, as iniciativas de IA correm o risco de produzir soluções tecnicamente sofisticadas que não atendem às necessidades práticas da assistência clínica e da saúde pública.
O estudo tem como base dados coletados entre junho de 2024 e março de 2025, e, apesar dos desafios, ressalta que os sistemas de saúde de toda a região estão construindo as bases necessárias para aproveitar essas tecnologias de forma segura, equitativa e responsável.
Source of original article: United Nations / Nações Unidas (news.un.org). Photo credit: UN. The content of this article does not necessarily reflect the views or opinion of Global Diaspora News (www.globaldiasporanews.net).
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