As Ilhas Fiji realizaram a reunião preparatória que antecede a 31ª. Conferência da ONU sobre Mudanças do Clima, COP31, com a presença da vice-secretária-geral das Nações Unidas, Amina Mohammed.

A representante apelou à liderança das maiores economias globais para a redução das emissões, a uma transição verde justa e à proteção das comunidades mais vulneráveis.

Reverter o aquecimento do planeta

No decorrer do encontro, os altos representantes abordaram questões climáticas prioritárias, incluindo a agenda da próxima Conferência das Partes da ONU sobre o clima, a ser acolhida pela Turquia, em novembro.

Numa realidade apontando para um aumento da temperatura global superior a 1,5 °C, Amina Mohammed, enfatizou a urgência do cumprimento do Acordo de Paris de 2015. Os países assumiram a tarefa de contrariar a tendência de aquecimento global.

Para a vice-secretária-geral, os países devem reduzir as suas emissões de gases com efeito de estufa a um ritmo mais acelerado e acrescenta que este processo deve ser liderado pelas principais economias mundiais.

Amina Mohammed recordou os objetivos delineados na COP28 de 2023, em que os países concordaram em abandonar os combustíveis fósseis. Outra medida adotada foi triplicar a capacidade de produção de energia renovável e reforçar a eficiência energética até ao final da década.

Ela lembrou que a transição verde poderá traduzir-se em enormes benefícios para a humanidade, ao expandir o acesso à eletricidade, libertar as economias das oscilações dos preços energéticos, gerar crescimento económico e garantir o funcionamento de serviços essenciais.

© Fiji MECC/Kiara Worth
Autoridades participam da reunião pré-COP em Tuvalu, antes da COP31.

Mulheres e jovens nos espaços de decisão

Mohammed reconheceu que as Fiji e outros países da região estão a demonstrar progressos notáveis, ao comprometerem-se a alcançar uma produção de eletricidade 100% renovável no prazo de uma década.

Ela assinalou que os países vulneráveis e as comunidades dependentes dos oceanos necessitam de apoio para conduzirem a transição verde de acordo com as suas necessidades.

A vice-secretária-geral também salientou a importância da participação das mulheres e dos jovens nos processos de decisão, contribuindo para os processos de transição e a partilha justa dos seus benefícios.

Proteção e adaptação

Amina Mohammed salientou que os países devem estar preparados para catástrofes mais frequentes, sobretudo aqueles onde as vulnerabilidades, as desigualdades e os danos ambientais são mais profundos.

A vice-chefe da ONU destacou ainda que a adaptação se traduz num investimento no crescimento, na inclusão, na segurança e na estabilidade, sendo também uma componente integrante do desenvolvimento sustentável e dos ODS.

Este progresso pode ser verificado nas comunidades do Pacífico, onde o planeamento da resiliência costeira e dos ecossistemas marinhos tem vindo a proteger zonas costeiras, meios de subsistência e sistemas alimentares.

© OMS/Deanna Gerlach
Uma criança caminha descalça por uma trilha em Nadi, Fiji.

Transição verde depende de financiamento coletivo

Mohammed frisou que os países desenvolvidos devem cumprir o compromisso de disponibilizar US$ 300 bilhões por ano aos países em desenvolvimento. Há ainda a necessidade de avançar para a meta de financiamento climático de US$ 1,3 trilhão anualmente até 2035.

Ela indica que o acesso a financiamento, fundos soberanos de resiliência mais robustos e mecanismos regionais de financiamento que não gerem dívida são essenciais para ajudar os países a resistir aos choques climáticos.

Na antevisão da 31.ª cúpula do clima, a responsável considera que o evento deve tornar a adaptação, a mitigação e a resiliência uma prioridade política. A meta é proteger os países mais vulneráveis e reforçar as suas capacidades a longo prazo.

Source of original article: United Nations / Nações Unidas (news.un.org). Photo credit: UN. The content of this article does not necessarily reflect the views or opinion of Global Diaspora News (www.globaldiasporanews.net).

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