A Organização Mundial da Saúde, OMS, anunciou uma meta ambiciosa nesta segunda-feira: que todos os países consigam detectar e avaliar ameaças de saúde em até 24 horas após seu surgimento.
Na nova estratégia de cinco anos para seu Centro de Inteligência sobre Pandemias e Epidemias, a OMS almeja que todas as nações do global adquiram essa capacidade até 2030.
Micrografia eletrônica de varredura colorizada de partículas do vírus de Marburg (azul)
Sistema global de segurança em saúde
Se essa meta for cumprida, o mundo estará mais bem preparado para conter surtos antes que eles escalem para epidemias maiores ou se espalhem internacionalmente.
A estratégia visa equipar cada país com as capacidades necessárias para identificar e compreender rapidamente ameaças emergentes à saúde, apoiando-os no desenvolvimento dos sistemas, capacidades e parcerias.
Falando na abertura da Cúpula Mundial da Saúde em Berlim, Alemanha, o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, refletiu sobre as conquistas do Centro de Pandemias nos cinco anos desde sua criação.
Ele afirmou que a instituição se tronou parte integrante do sistema global de segurança em saúde.
Agindo antes de a crise acontecer
Com a nova estratégia, Tedros acredita que o Centro está criando um caminho claro rumo a 2030, unindo governos e parceiros para “responder rapidamente às ameaças à saúde antes que se transformem em grandes crises”.
O Centro foi criado em 2021 com apoio do Governo da Alemanha em resposta às lacunas críticas expostas pela pandemia de Covid-19.
Desde então, trabalhou com 160 Estados-membros da OMS, 190 organizações parceiras e milhares de cientistas e tomadores de decisão.
A atuação do Centro foca em detectar novas ameaças epidêmicas, sequenciar e identificar patógenos, além de apoiar ações rápidas para proteger comunidades ao redor do mundo.
Equipe do Ministério Provincial da Saúde no Laboratório de HIV e Doenças Infecciosas
Prioridades nos próximos cinco anos
Até 2031, a unidade pretende reforçar algumas abordagens prioritárias. A primeira é o uso da inteligência artificial para escanear milhares de fontes públicas em tempo real todos os dias, identificando sinais de potenciais ameaças à saúde.
A segunda é fortalecer as capacidades em sequenciamento genômico e bioinformática para identificar e compreender patógenos emergentes. Isso ajuda a acelerar o desenvolvimento de testes, tratamentos e vacinas.
A terceira é conectar mais de 2000 especialistas em modelagem e ciência de dados que podem ser mobilizados rapidamente quando surgem novas ameaças.
O plano também aposta na Iniciativa de Vigilância Colaborativa, que está sendo implementada em mais de 83 países, e em um novo programa, que desenvolverá sistemas digitais seguros para compartilhamento de dados entre países e parceiros.
Source of original article: United Nations / Nações Unidas (news.un.org). Photo credit: UN. The content of this article does not necessarily reflect the views or opinion of Global Diaspora News (www.globaldiasporanews.net).
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