A mais recente onda de violência no Líbano já passa de três meses e as necessidade humanitárias aumentam a cada dia de conflito, segundo o coordenador humanitário da ONU no país, Imran Riza.
Por isso, as Nações Unidas lançaram um novo apelo nesta sexta-feira no valor de US$ 331,5 milhões adicionais para ajudar 1,4 milhão de libaneses em situação de crise.
Cessar-fogo não foi colocado em prática
Segundo agências de notícias, ataques letais seguem tanto pelas forças de Israel como pelos combatentes do Hezbollah, a despeito do anúncio de um novo cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos, nesta quinta-feira.
Falando de Beirute, Riza expressou choque com a devastação causada por ataques aéreos e com drones, além de bombardeios.
Foram atingidos hospitais e clínicas e prédios governamentais ficaram destruídos. Outras consequências foram terras agrícolas queimadas, estações de tratamento de água demolidas e escolas tiveram de ser transformadas em abrigos.
Ali, de 5 anos, ferido durante os ataques de 8 de abril em Beirute, está deitado em uma cama de hospital recebendo assistência do Unicef
Necessidade de aumento urgente no apoio
Nos últimos três meses, mais de 3,5 mil pessoas foram mortas e cerca de 10 mil ficaram feridas. Quase um milhão permanecem desabrigadas.
O coordenador humanitário da ONU no Líbano ressaltou o trauma profundo e duradouro do deslocamento recorrente enfrentado pelas famílias, a falta de abrigo adequado e a incerteza sobre a possibilidade de retornar para casa.
De acordo com ele, fornecer assistência humanitária essencial nessas condições é extremamente complexo e exige um aumento urgente no apoio aos mais vulneráveis.
Mais de 600 mil mulheres sob risco de violência de gênero
Assim como em outros conflitos, o deslocamento em massa aumentou os riscos para mulheres e meninas em todo o Líbano.
O diretor executivo adjunto do Fundo de População das Nações Unidas, Unfpa, Andrew Saberton, disse que “os abrigos superlotados carecem de privacidade, saneamento adequado e medidas básicas de proteção”.
Falando do Cairo por videoconferência, ele destacou que mais de 600 mil mulheres e meninas estão sob risco de sofrer violência de gênero.
Além disso, estima-se cerca de 1,8 mil partos todos os meses no Líbano. Saberton alertou que as instalações de saúde continuam sendo atacadas e que hospitais e centros de saúde primários foram obrigados a fechar.
Sabertou explicou que, nesse contexto, as mulheres estão tendo cada vez mais dificuldades para acessar a serviços essenciais de saúde materna.
Source of original article: United Nations / Nações Unidas (news.un.org). Photo credit: UN. The content of this article does not necessarily reflect the views or opinion of Global Diaspora News (www.globaldiasporanews.net).
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