Um novo inquérito da Organização Internacional do Trabalho, OIT, destaca como as exigências laborais e relacionadas com a conduta empresarial responsável têm moldado as decisões das empresas sobre o acesso aos mercados, a competitividade e as cadeias de abastecimento.

Realizado junto de 60 organizações de empregadores e de empresas de 22 países e economias da Ásia e do Pacífico, o estudo sublinha como estas organizações ajudam as empresas a responder à evolução das exigências.

Conduta empresarial responsável na pauta das organizações

Os resultados do inquérito demonstram que o comércio, as questões laborais e a conduta empresarial responsável constituem preocupações significativas para as organizações de empregadores e empresas.

Entre os participantes que responderam às principais questões, 96% afirmam que estes requisitos são relevantes para as empresas associadas. Por sua vez, 81% dizem que, atualmente, as empresas enfrentam uma maior pressão para os cumprir do que há dois ou três anos.

Segundo a OIT, esta pressão provém de diversas fontes interligadas. É o caso de regulamentos nacionais, exigências laborais relacionadas com o comércio, diligência prévia em matéria de direitos humanos, expectativas dos compradores internacionais e práticas nas cadeias de abastecimento.

A manutenção do acesso aos mercados e da competitividade das exportações é o fator mais frequentemente apontado para a procura de apoio, revela o inquérito.

Aumento da procura pressiona recursos

Para responder a este novo conjunto de exigências, estas organizações têm vindo a desenvolver ações de defesa de políticas, a prestar orientações sobre o ambiente de trabalho e a disponibilizar ferramentas para a gestão de riscos laborais.

No entanto, o aumento da procura tem pressionado os seus recursos. Entre as organizações inquiridas, 53% apontam o financiamento como um obstáculo e 47% referem a capacidade das equipas como uma limitação.

Reforço de capacidades empresariais

Entre os inquiridos que apontaram prioridades para o apoio futuro da OIT, a perícia técnica ocupa o primeiro lugar, juntamente com a procura de ferramentas práticas, auxílio contínuo e maior capacidade de análise e defesa de políticas.

O departamento da ONU sublinha que o reforço da capacidade destas organizações pode ajudar as empresas a pôr em prática as normas laborais, a ir ao encontro das exigências do mercado e a contribuir com propostas fundamentadas para as discussões sobre políticas públicas.

Source of original article: United Nations / Nações Unidas (news.un.org). Photo credit: UN. The content of this article does not necessarily reflect the views or opinion of Global Diaspora News (www.globaldiasporanews.net).

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