Na Somália, a utilização de ferramentas de inteligência artificial, IA, está a ajudar trabalhadores humanitários a fornecer ajuda às famílias mais afetadas pelo agravamento da crise alimentar.
A plataforma Hunger Map 2.0, utilizada pelo Programa Alimentar Mundial, WFP, analisa o avanço da fome e permite alocar recursos a zonas estratégicas do país. Com a ferramenta é possível saber quais comunidades devem receber ajuda primeiro, bem como o tipo de assistência adequada.
Apoio atempado salva milhares de vidas
A nova versão, introduzida em abril deste ano, permite identificar os principais focos de fome e a sua origem, bem como prever as zonas com maior risco de degradação humanitária, como contou Simon Renk, responsável pela Unidade de Geoespaço e Informações da agência.
No distrito de Burhakaba, o recurso à IA permitiu que os trabalhadores humanitários identificassem a afluência de um elevado número de crianças com desnutrição grave aos centros de saúde locais.
Com essa informação, a agência mobilizou assistência alimentar para 48 mil pessoas, acrescentando-se ainda o apoio nutricional destinado a 3 mil mulheres e crianças.
Antecipar as crises e apoiar respostas
A nova ferramenta de IA permite analisar um vasto conjunto de previsões, incluindo o défice de precipitação, o risco de inundações, a evolução do preço nos mercados, avaliação dos conflitos e do estado nutricional da população.
Suprimentos humanitários são entregues a uma região remota da Somália.
No entanto, Simon Renk salienta que a plataforma não pretende transformar a fome num problema mais técnico ou abstrato. O objetivo antecipar crises, facilitar a prestação de assistência humanitária e apoiar a adoção de medidas preventivas.
Ele explica que o recurso à IA não resolve a escassez crónica de assistência humanitária de que a maioria da população continua a depender.
Alterações climáticas agravam crise humanitária
A Somália tem vindo a sofrer secas provocadas pelas alterações climáticas, seguidas de inundações repentinas, além dos impactos severos do conflito armado que já perdura há 35 anos.
Em junho, o WFP e a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, FAO, incluíram a Somália na lista de países em situação de fome crítica, juntamente com o nordeste da Nigéria, o Sudão, o Sudão do Sul, o Iémen e os Territórios Palestinos.
A Somália também importa a maior parte dos seus alimentos, tornando-o especialmente vulnerável às flutuações dos preços internacionais, como as decorrentes do atual conflito no Oriente Médio.
O WFP afirma que só consegue assistir uma em cada 10 pessoas necessitadas, num país onde 6 milhões de pessoas sofrem de níveis críticos de insegurança alimentar. Para alcançar todos os necessitados, a agência necessita de mais de US$ 192 milhões até janeiro de 2027.
* Matéria adaptada do original de Isaiah Steinberg
Source of original article: United Nations / Nações Unidas (news.un.org). Photo credit: UN. The content of this article does not necessarily reflect the views or opinion of Global Diaspora News (www.globaldiasporanews.net).
To submit your press release: (https://www.globaldiasporanews.com/pr).
To advertise on Global Diaspora News: (www.globaldiasporanews.com/ads).
Sign up to Global Diaspora News newsletter (https://www.globaldiasporanews.com/newsletter/) to start receiving updates and opportunities directly in your email inbox for free.




























