O secretário-geral afirmou que o fim do prazo do Tratado sobre Medidas para a Redução e Limitação Adicional de Armas Estratégicas Ofensivas, New Start, é um “momento sério para a paz e a segurança internacionais”.
Em comunicado divulgado em Nova Iorque, António Guterres, alertou que, com o fim do acordo, nesta quarta-feira, o mundo entra num cenário sem quaisquer limites juridicamente vinculativos para os arsenais nucleares estratégicos dos Estados Unidos e da Rússia.
Fim de décadas de controlo estratégico
O secretário-geral sublinha que esta é a primeira vez em mais de meio século que não existe qualquer estrutura legal que limite os arsenais estratégicos das duas potências nucleares, que detêm “a esmagadora maioria” do estoque global de armas nucleares.
Guterres recordou que, durante a Guerra Fria e no período posterior, o controle de armas nucleares entre Washington e Moscou teve um papel essencial na prevenção de catástrofes e na construção de estabilidade internacional.
Para o secretário-geral das Nações Unidas, este tipo de acordo ajudou a evitar erros de cálculo com consequências arrasadoras.
O secretário-geral da ONU, António Guterres
Risco nuclear no nível mais elevado em décadas
O comunicado cita mecanismos de acompanhamento como Conversações sobre Limitação de Armas Estratégicas, Salt, até ao New Start, que contribuíram para reduzir milhares de armas nucleares dos arsenais nacionais.
Esses recursos fortaleceram a segurança global, beneficiando particularmente as populações dos Estados Unidos e da Rússia.
Guterres alertou que o desaparecimento de décadas de avanços no controle estratégico ocorre num momento particularmente crítico.
O líder da ONU afirmou que “o risco de uma arma nuclear ser utilizada é o mais alto em décadas”, acrescentando que a dissolução do tratado acontece numa conjuntura internacional marcada por crescente instabilidade.
“Oportunidade para reiniciar” o regime de controle de armas
Para o secretário-geral, o fim do New Start aumenta as preocupações sobre a ausência de mecanismos formais de contenção e verificação entre as duas maiores potências nucleares do planeta.
Apesar da gravidade da situação, o secretário-geral afirmou que o momento também pode ser encarado como uma oportunidade para redefinir um regime adequado para controlar armas num contexto global em rápida transformação.
A proposta do líder das Nações Unidas é que seja criado um quadro mais ajustado aos desafios atuais e à evolução tecnológica e estratégica.
A nota destaca ainda que os presidentes dos Estados Unidos e da Rússia reconheceram o impacto desestabilizador de uma corrida às armas nucleares e a necessidade de evitar o regresso a um mundo marcado pela proliferação não controlada.
Pelo menos um teste de armas nucleares ocorreu em algum lugar do mundo a cada semana entre 1954 e 1984
Apelo para negociações imediatas
Guterres afirmou que a comunidade internacional observa atentamente os próximos passos das duas potências.
O secretário-geral sublina ainda que “o mundo agora olha para a Federação Russa e os Estados Unidos” para que transformem as suas declarações em ações concretas.
O apelo feito aos dois países é no sentido de regressarem “sem demora” à mesa de negociações e para chegarem a acordo sobre um novo enquadramento que restabeleça limites verificáveis e reduza riscos.
Pedido de novo quadro sucessor
O secretário-geral defendeu que qualquer novo acordo deve restaurar limites verificáveis sobre os arsenais estratégicos, contribuir para reduzir riscos e fortalecer a segurança comum.
Guterres reforçou ainda que a prioridade deve ser impedir o avanço de uma nova corrida nuclear e garantir mecanismos que promovam previsibilidade e estabilidade internacional.
Source of original article: United Nations / Nações Unidas (news.un.org). Photo credit: UN. The content of this article does not necessarily reflect the views or opinion of Global Diaspora News (www.globaldiasporanews.net).
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