O papa Leão XIV apelou à comunidade internacional para reforçar o compromisso e a alocação de recursos destinados a combater as causas profundas da fome e da malnutrição no mundo.

Neste 22 de junho, ele visitou o Programa Alimentar Mundial, WFP, em Roma. O pontífice alertou para os impactos dos conflitos na insegurança alimentar em várias regiões do mundo e enfatizou que o acesso à alimentação adequada constitui um “direito humano fundamental”.

Fome atinge níveis alarmantes

As declarações do líder da Igreja Católica surgem numa altura em que a fome global atinge níveis alarmantes. De acordo com o WFP, no ano passado, 266 milhões de pessoas enfrentaram insegurança alimentar aguda em 48 países.

Ele afirmou que “satisfazer esta necessidade [alimentação adequada] não só alivia o sofrimento, como também aborda as causas subjacentes da instabilidade geopolítica”.

O pontífice descreveu os obstáculos burocráticos e políticos à ação humanitária, ecoando um alerta semelhante do seu antecessor, o Papa Francisco, durante a sua visita ao WFP, em 2016.

O Papa Leão disse que “na prática, os conflitos são ‘alimentados’ com mais facilidade do que as pessoas são nutridas, e que esta realidade reflete não só falhas operacionais, mas também um desequilíbrio fundamental nas prioridades políticas e morais”.

Conflitos impulsionam a fome global

Para o líder dos católicos romanos, a importância da segurança alimentar como “um componente essencial da segurança global”.

Neste sentido, o Papa enfatizou a solidariedade internacional e elogiou a atuação da agência das Nações Unidas: “A presença do WFP ajuda a evitar que crises humanitárias se transformem em colapsos irreversíveis”.

De acordo com Leão XIV, estes investimentos “reforçam a educação, o desenvolvimento humano e a resiliência social” e refletem uma “visão integral do desenvolvimento humano que promove a dignidade, as oportunidades e o bem-estar da pessoa como um todo”.

“Apelo à paz nunca foi tão urgente”

Na visita, o diretor executivo interino do WFP, Carl Skau, destacou o desafio crescente que os conflitos representam para o trabalho humanitário.

“Os conflitos destroem as estruturas que garantem comida na mesa: mercados, explorações agrícolas, estradas e confiança”, afirmou Skau. “De Gaza ao Sudão, a guerra levou populações à beira da fome extrema”, acrescentou.

Em 2025, a assistência alimentar, financeira e nutricional do WFP chegou a 121 milhões de pessoas em mais de 120 países e territórios. Esta ação humanitária privilegiou a ajuda a mães e crianças, pequenos agricultores e pessoas deslocadas por conflitos, choques climáticos e desastres naturais.

 Ex-diretora-executiva do WFP, Cindy McCain, o apelo à paz nunca foi tão urgente. A fome e o conflito estão profundamente interligados. Onde há guerra, as famílias passam fome.

Source of original article: United Nations / Nações Unidas (news.un.org). Photo credit: UN. The content of this article does not necessarily reflect the views or opinion of Global Diaspora News (www.globaldiasporanews.net).

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