A ONU assinala este sábado o Dia Internacional de Solidariedade com o Povo Palestino, num contexto marcado por dois anos de violência e por um cessar-fogo frágil em Gaza. Instituído pela Assembleia Geral em 1977, este dia internacional continua a lembrar que a questão permanece sem solução e que milhões de palestinos ainda aguardam o reconhecimento dos seus direitos inalienáveis.
Este ano, a observância ocorre num contexto de cessar-fogo frágil em Gaza, após dois anos de violência que provocaram elevados números de mortos, deslocação massiva da população e destruição de infraestruturas essenciais. Na sua mensagem, António Guterres destacou que “o sofrimento em Gaza tem sido horrífico”, referindo a morte de dezenas de milhares de pessoas, muitas delas crianças, a disseminação de fome, doença e trauma, e a destruição de escolas, casas e hospitais.
Apelo ao fim da ocupação e a progressos concretos
O secretário-geral alertou que a violência dos últimos dois anos “testou as normas e leis que orientam a comunidade internacional há gerações”, citando as mortes de dezenas de milhares de civis e a deslocação repetida de quase toda a população de Gaza. Condenou igualmente as violações na Cisjordânia ocupada, incluindo operações militares, expansão de colonatos, demolições e ameaças de anexação.
Guterres insistiu que todas as partes devem respeitar plenamente o cessar-fogo e agir em boa fé para avançar para soluções duradouras. Reiterou ainda que a ocupação “é ilícita” e deve terminar, defendendo a necessidade de um processo credível que conduza a uma solução de dois Estados, com Israel e Palestina a viver lado a lado, com Jerusalém como capital de ambos.
Recentemente, No campo de deslocados de Al-Karama, em Deir al-Balah, a chuva da noite inundou e destruiu a tenda de Asmaa Fayad
História, direitos e as consequências humanitárias do conflito
A data de 29 de novembro remete para a resolução 181 (II) de 1947, que previa a criação de dois Estados, dos quais apenas um se concretizou. O dia continua a lembrar que o povo palestiniano, atualmente com mais de oito milhões de pessoas, ainda não alcançou os direitos fundamentais reconhecidos pela Assembleia Geral: autodeterminação, independência e retorno às suas casas e propriedades.
A observância inclui reuniões especiais na sede da ONU, mensagens de solidariedade, eventos culturais e exposições. Em Nova Iorque, representantes de órgãos da ONU, Estados-Membros e sociedade civil reúnem-se para sublinhar a urgência de um acordo político que permita paz duradoura. Este ano, a atenção recaiu também na morte de centenas de trabalhadores humanitários e no papel vital da Unrwa, considerada um “salva-vidas insubstituível” para milhões de palestinianos.
Transformar esperança em futuro
Num momento em que Gaza enfrenta fome, doença e trauma generalizado, e em que a Cisjordânia continua sob forte pressão, a ONU reforça que a solidariedade deve traduzir-se em ação. A prioridade imediata, segundo Guterres, é garantir entrada de ajuda humanitária em escala e apoiar as famílias que perderam tudo, incluindo a devolução imediata e digna dos restos mortais de reféns às famílias israelitas.
Ao encerrar a mensagem do Dia Internacional de Solidariedade, Guterres recordou que a resiliência do povo palestino “é testemunho do espírito humano” e apelou a que a comunidade internacional renove o seu compromisso com dignidade, justiça e autodeterminação. Sublinhou que só com coragem política e ação contínua será possível transformar solidariedade em paz duradoura, e construir um futuro em que todos possam viver com segurança, liberdade e esperança.
Source of original article: United Nations / Nações Unidas (news.un.org). Photo credit: UN. The content of this article does not necessarily reflect the views or opinion of Global Diaspora News (www.globaldiasporanews.net).
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