Os países da América Latina e do Caribe estão avançando na rotulagem frontal dos alimentos, segundo um novo relatório da Organização Pan-Americana da Saúde, Opas.
Em comunicado, divulgado na senama passada, a agência da ONU afirmou que os sistemas de rotulagem com advertências nutricionais na parte frontal das embalagens ajudam a proteger a saúde pública.
Consumidores orientados
O documento “Melhores Práticas para Rotulagem Frontal de Alimentos na Região das Américas” analisa as regulamentações atualmente em vigor em oito nações comparadas às evidências científicas e recomendações da Opas. A lista inclui o Brasil.
A região continua liderando o mundo na adoção desses sistemas de rotulagem. Desta forma, os consumidores são orientados sobre decisões de compra mais saudáveis.
Para o braço da Organização Mundial da Saúde nas Américas, esses avanços também inspiram a inovação e o desenvolvimento de políticas em todo o mundo, ajudando a combater doenças relacionadas à alimentação.
Doenças cardiovasculares
O assessor regional da Opas em Nutrição e Atividade Física, Fábio da Silva, afirma que “os rótulos de advertência são essenciais para ajudar os consumidores a identificar facilmente produtos com quantidades excessivas de açúcares, gorduras ou sódio e a tomar decisões de compra mais informadas e saudáveis”. Para ele, mais países precisam adotar as práticas ampliando as boas práticas e o resultado em toda a região.
Doenças crônicas como as cardiovasculares, diabetes e certos tipos de câncer são a principal causa de morte na América Latina e no Caribe. E essas enfermidades estão intimamente ligadas a dietas pouco saudáveis e ao alto consumo de alimentos processados e ultraprocessados com altos níveis de açúcares, gorduras e sódio.
Brasil tem sistemas de rotulagem
Nos últimos anos, Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, México, Peru, Uruguai e Equador adotaram sistemas de rotulagem frontal de embalagens.
O relatório destaca como as regulamentações na Argentina, Colômbia e México estão mais alinhadas com as melhores práticas recomendadas pela Opas.
A legislação argentina, por exemplo, atende a 10 dos 11 critérios analisados no estudo, que revisou parâmetros implementados até junho de 2024.
Dentre os aspectos avaliados estão o design gráfico dos rótulos de advertência, os critérios nutricionais utilizados para determinar quais produtos devem conter rótulos e as restrições à publicidade e às alegações nutricionais nas embalagens de produtos que contêm rótulos de advertência.
Recomendação é que as pessoas reduzam completamente o açúcar da dieta humana
Publicidade e crianças
Embora o relatório reconheça avanços, o documento também identifica lacunas em alguns países, particularmente em áreas como o tamanho e a localização dos rótulos de advertência, os critérios nutricionais utilizados e as restrições de marketing nas embalagens dos produtos.
A rotulagem frontal não só ajuda os consumidores a tomar decisões, como também facilita a implementação de outras medidas para promover ambientes alimentares mais saudáveis. As medidas incluem restrições à publicidade direcionada a crianças, regulamentações sobre a disponibilidade de alimentos nas escolas e políticas fiscais que visam produtos não saudáveis.
O Modelo de Perfil Nutricional da Opas é uma ferramenta fundamental para identificar produtos que devem conter rótulos de advertência e para garantir que os alimentos ultraprocessados com níveis excessivos de nutrientes preocupantes sejam sujeitos à regulamentação.
Atualmente, mais de 30 países estão avaliando ou discutindo novas regulamentações para introduzir esse tipo de advertência nas embalagens de alimentos, em consonância com as melhores práticas e recomendações da Opas.
Source of original article: United Nations / Nações Unidas (news.un.org). Photo credit: UN. The content of this article does not necessarily reflect the views or opinion of Global Diaspora News (www.globaldiasporanews.net).
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