O Fundo da ONU para a Infância, Unicef, disse estar profundamente alarmado com os novos relatos da morte de pelo menos cinco menores na sequência de ataques aéreos que atingiram áreas no estado ocidental de Rakhine, Mianmar.

Os relatos mais recentes divulgados pela agência da ONU apontam que nesta segunda e terça-feiras, três menores ficaram feridos em ações ocorridas nos municípios de Ponnagyun e Myinmu.

Ataque aéreo  

Sgências de notícias indicam que entre as áreas mais recentemente atingidas por um ataque aéreo militar está um mercado onde morreram pelo menos 17 pessoas.

Confrontos em curso continuam deslocando crianças e prejudicam o acesso do grupo a serviços essenciais, incluindo saúde, educação e proteção

O Unicef adverte que crianças e civis sofrem novamente as consequências da escalada dos confrontos no estado de Rakhine. As operações mais recentes atingiram casas e um ponto de comércio abrigando famílias deslocadas.

Para a agência, os confrontos em curso continuam deslocando crianças e prejudicam o acesso do grupo a serviços essenciais, incluindo saúde, educação e proteção.

Em vários territórios de Mianmar, a agência da ONU continua apoiando a resposta às necessidades de crianças afetadas pelo conflito e suas famílias.

Direito internacional humanitário

O apelo às partes envolvidas no conflito é “que cumpram suas obrigações perante o direito internacional humanitário”. A agência ressalta ainda que as crianças devem ser protegidas em todos os momentos.

A guerra civil no Mianmar teve início após o golpe de Estado militar realizado há cinco anos. O ato desencadeou a resistência armada de ativistas pró-democracia e facções de minorias étnicas que têm influência nas regiões periféricas do país.

No estado costeiro de Rakhine acontecem os mais violentos combates entre forças de uma minoria étnica localmente conhecidas como Exército Arakan, e a junta militar que estaria frequentemente associada aos ataques aéreos.

Source of original article: United Nations / Nações Unidas (news.un.org). Photo credit: UN. The content of this article does not necessarily reflect the views or opinion of Global Diaspora News (www.globaldiasporanews.net).

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