O Escritório de Direitos Humanos da ONU investiga dados consistentes de assassinatos em massa e execuções sumárias de civis sudaneses, incluindo pessoas sem participação em confrontos, dentro e nos arredores da cidade de El Fasher.
O alto comissário, Volker Turk, citou casos de estupro e de violência sexual, tortura e maus-tratos, detenções, desaparecimentos e sequestros para extorsão em sessão do Conselho de Direitos Humanos sobre o Sudão, realizada nesta segunda-feira.
Supostos crimes de guerra e contra a humanidade
O tema também é debatido pela comunidade internacional em Nova Iorque. Em breve, um relatório da ONU deve ser apresentado ao Tribunal Penal Internacional citando crimes de guerra e contra a humanidade em El Fasher.
O alto comissário contou que o documento a ser apresentado nas próximas semanas detalha as razões para se chegar a essas conclusões após a ofensiva no auge do cerco da cidade pelas Forças de Apoio Rápido, RSF, que combatem as Forças Armadas Sudanesas, SAF.
Volker Turk pediu que todos os países ponderem o que poderiam ter feito para evitar a morte de milhares de civis
Turk defende que todos os Estados com influência façam todo o possível para promover esforços de mediação locais, regionais e internacionais, e pressionar “os que estão se beneficiando desta guerra sem sentido.”
Um dos exemplos mais citados foi a fuga de várias pessoas para diferentes locais, a milhares de quilômetros de distância, com informações de assassinato em massa de centenas de sudaneses que se abrigavam na Universidade de El Fasher.
Violência sexual
O alvo de outras ações foram instalações de saúde e profissionais da área. Foram recolhidos depoimentos de certas vítimas que sofreram “ataques por sua etnia não árabe, em particular, membros do grupo étnico Zaghawa.”
Diversos registros documentam relatos de violência sexual ocorridos durante episódios de sequestros de mulheres e meninas que tentavam fugir.
Após esses atos, os combatentes das Forças de Apoio Rápido, RSF, e seus aliados, exigiram resgates exorbitantes por sua libertação. Grande parte das vítimas era formada por homens e adolescentes considerados em idade de combate.
Confrontos resultaram em várias centenas de desaparecidos e detidos em condições desumanas
Com milhares de desaparecidos e detidos em condições desumanas ou sujeitas a tortura e maus-tratos, presume-se haver vários mortos. Muitos sudaneses foram presos em áreas como Tagris, no Sul de Darfur, onde as “condições são horrendas”.
As RSF e seus aliados detiveram vários suspeitos afiliados às Forças Armadas Sudanesas e às Forças Conjuntas aliadas, funcionários do governo, profissionais de saúde, jornalistas, professores e voluntários humanitários locais.
Pressão sobre as comunidades
De acordo com relatos dos ex-detidos, mais de 2 mil homens foram mantidos no Hospital Infantil de El Fasher. Os que morreram sob custódia teriam sido enterrados perto do centro hospitalar.
A equipe de funcionários da ONU também documentou o recrutamento e o uso de crianças pelas RSF, seja por meio de pressão sobre as comunidades ou por coerção direta.
Turk pediu que todos os países ponderem o que poderiam ter feito para evitar a morte de milhares de civis em El Fasher e o que farão para evitar a repetição em outras partes do Sudão.
Enquanto isso, uma série de medidas de construção de confiança, baseadas nos direitos humanos, visam apoiar os esforços de mediação e promover a confiança e foram partilhadas essas informações com ambas as partes envolvidas no conflito.
Após visita recente ao Sudão, Turk disse ter ficado claro que luta pela paz, justiça e liberdade continua muito viva. Ele realçou que os sudaneses possuem a chave para a paz sustentável em seu país e prevalecerá.
Source of original article: United Nations / Nações Unidas (news.un.org). Photo credit: UN. The content of this article does not necessarily reflect the views or opinion of Global Diaspora News (www.globaldiasporanews.net).
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