O Grupo Al Shabaab representa uma ameaça para a paz, a segurança e a estabilidade na Somália, ultrapassando o impacto de ações militares convencionais, práticas de recrutamento forçado além der ser uma máquina de “propaganda” eficaz.
A influência sobre as pessoas e a sua capacidade de gerar receitas estende-se para além das áreas onde atua.
Ataques políticos internos
A conclusão consta do relatório apresentado por especialistas da ONU, que revela que o Al Shabaab é a ameaça mais imediata à estabilidade da Somália e da região. Apesar dos esforços do Exército somali e de forças internacionais, os danos do grupo seguem ocorrendo.
O objetivo do Al Shabaab, que significa juventude, é derrubar o Governo da República Federal da Somália, “livrar” o país de forças estrangeiras e estabelecer uma Grande Somália, composta por todas as etnias somalis da África Oriental sob um regime islâmico rigoroso.
Um dos crimes do grupo terrorista, no ano passado, ocorreu em meados de março durante uma tentativa de assassinato do presidente da Somália perto do Palácio Presidencial. Com a ação, os terroristas quiseram demonstrar sua capacidade de realizar ataques dentro da capital, Mogadíscio. O Al Shabaab também tem grande influência em zonas do centro e sul da Somália.
Intervenção da União Africana
No início de 2025, a Missão de Transição da União Africana na Somália mudou seu nome para Missão de Apoio e Estabilização da União Africana na Somália. O grupo Al-Shabaab alterou a sua postura ofensiva, atacando e ocupando áreas-chave em Shabelle Médio e Interior.
O aumento da área de influência permitiu que o grupo conseguisse mais acesso às principais rotas de abastecimento e recursos financeiros, aproximando ainda a sua área de operações de Mogadíscio.
No entanto, o Painel de Especialistas observou, nos últimos meses, uma resistência por parte das forças de segurança somalis nestas áreas.
Recrutamento internacional
Al Shabaab continua a gerar receitas para financiar as suas atividades através de postos para controlar áreas e de extorsão de empresas. Eles também têm acesso a um fornecimento ilícito ininterrupto de armas, que exibem regularmente em vídeos de propaganda política, cujo contrabando é realizado através de pequenas embarcações.
O Painel investigou a facção do Estado Islâmico no Iraque e no Levante na Somália, Isil-Somália, e observou o recrutamento de combatentes estrangeiros em todo o mundo, a maioria proveniente da África Oriental. Ali se traçaram as rotas seguidas pelos combatentes para se juntarem ao Isil-Somália em Puntlândia.
A Operação Hilaac, iniciada pelas forças de Puntland, em dezembro de 2024, foi observada pelos especialistas, e enfraqueceu significativamente a força e as capacidades do Isil-Somália ao longo do ano de 2025.
Desafios humanitários crescentes
A população civil da Somália continua a enfrentar desafios humanitários graves e complexos, causados pelo aumento dos ataques do Al Shabaab, pelos conflitos de clãs em curso e pelas repetidas catástrofes naturais.
Entre fevereiro e outubro de 2025, mais de 300 mil pessoas foram deslocadas. Os trabalhadores humanitários enfrentam um fraco acesso a algumas populações afetadas nos bastiões do Al Shabaab.
O Painel observou ainda um declínio na atividade pirata desde o período anterior.
De setembro de 2024 até ao final de outubro de 2025, ocorreram cinco sequestros, todos ocorridos em embarcações de pesca estrangeiras e das que pescavam em águas territoriais somalis.
Source of original article: United Nations / Nações Unidas (news.un.org). Photo credit: UN. The content of this article does not necessarily reflect the views or opinion of Global Diaspora News (www.globaldiasporanews.net).
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