Enquanto o planeta assiste à queda de 73% nas populações de vida selvagem desde 1970, a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, revela que seus sítios protegidos têm freado essa perda ambiental.
O novo estudo “Pessoas e Natureza nos Sítios da Unesco” destaca que além de monumentos, esses locais são um escudo contra a degradação ambiental e um refúgio para a biodiversidade global.
Extensão da China e da Índia
A agência supervisiona mais de 2.260 áreas em 175 países, cobrindo uma superfície total que somada supera a extensão da China e da Índia. Nestes territórios, encontram-se mais de 60% de todas as espécies mapeadas no globo.
Além do valor biológico, esses sítios funcionam como pulmões vitais para a economia e o clima, abrigando 900 milhões de pessoas e absorvendo anualmente 700 milhões de toneladas de CO2, um volume de sequestro de carbono comparável às emissões totais da Alemanha.
Futuro das reservas da Unesco depende agora de um esforço conjunto de restauração e de um aumento drástico no investimento global
No cenário dos países de língua portuguesa, o Brasil se destaca como peça-chave nessa engrenagem de sobrevivência. A Mata Atlântica é celebrada como um dos ecossistemas mais biodiversos do mundo, conectando-se ao Geoparque do Araripe e seu valioso registro fóssil.
A proteção da Unesco cria um arco que une a grandiosidade natural das Cataratas do Iguaçu e de Fernando de Noronha à herança cultural de cidades como Ouro Preto e Salvador, provando que o patrimônio histórico e a conservação ambiental são faces da mesma moeda.
Transição exemplar
Portugal também assume papel de relevo com o Geoparque dos Açores. Nas ilhas vulcânicas, a agência destaca a transição exemplar de uma economia baseada na caça baleeira para um modelo sustentável de observação marinha, onde a vida humana e ecossistemas frágeis coexistem em equilíbrio.
Absorção anual de 700 milhões de toneladas de CO2 corresponde ao sequestro de carbono comparável às emissões totais da Alemanha
Dos vinhedos do Pico às falésias oceânicas, a interação entre homem e natureza em território português serve de modelo para o que o relatório chama de “governança inclusiva”.
1°C de aquecimento evitado
Entretanto, o documento carrega um alerta urgente: um quarto desses locais pode atingir pontos de ruptura irreversíveis até 2050 se a crise climática não for contida.
Pela matemática da sobrevivência, cada 1°C de aquecimento evitado reduz pela metade a exposição desses santuários a eventos climáticos catastróficos.
Para a Unesco, o futuro dessas reservas depende agora de um esforço conjunto de restauração e de um aumento drástico no investimento global, garantindo que esses bastiões continuem a ser o porto seguro da vida na Terra.
Source of original article: United Nations / Nações Unidas (news.un.org). Photo credit: UN. The content of this article does not necessarily reflect the views or opinion of Global Diaspora News (www.globaldiasporanews.net).
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