A produção global de lixo eletrônico está a aumentar, causando graves consequências em níveis ambiental e de saúde. Especialistas afirmam que para combater a crescente ameaça dos resíduos, os países e as empresas precisam de reformular a maneira como os equipamentos são projetados, fabricados, reciclados e descartados.
A empresa de Oleg Zaitsev, membro da Aliança para a Eletrônica Circular na Ásia Central, parceira do Programa das Nações Unidas para o Ambiente, Pnuma, recicla equipamentos usados e participa no esforço global para conter uma onda de poluição proveniente de computadores, telefonia móvel e outros dispositivos que são jogados fora.
Redefinição de práticas
A humanidade produz 62 milhões de toneladas de resíduos eletrônicos todos os anos, tornando-os um dos fluxos de resíduos que mais crescem no mundo. Menos de um quarto desse lixo é reciclado adequadamente.
As práticas inadequadas de gestão de resíduos causam US$ 78 bilhões em custos externalizados para a saúde humana e o meio ambiente a cada ano.
Contudo, especialistas alertam que a reciclagem por si só não será suficiente, já que a produção global de resíduos eletrónicos cresceu cinco vezes mais rápido do que as taxas formais de reciclagem desde 2010, devido ao aumento da demanda.
Para Sheila Aggarwal-Khan, diretora da Divisão de Indústria e Economia do Pnuma, uma forma lucrativa e inovadora de avançar passa por “soluções que incentivam o design de produtos duráveis que podem ser reutilizados, recondicionados e reciclados.”
Adoção de regulamentação
Em 1 de janeiro de 2025, entrou em vigor uma emenda à Convenção da Basileia, um tratado internacional que regula o movimento transfronteiriço e a eliminação de resíduos perigosos.
As partes da convenção devem agora obter consentimento prévio informado antes de transportar aparelhos e resíduos eletrônicos para outros países.
Com regulamentos aplicados ao design dos produtos, os países podem promover a reutilização contínua de aparelhos, exigindo que os produtores utilizem conteúdo mineral reciclado.
Podem também ser desenvolvidos programas de responsabilidade alargada do produtor, que tornam os produtores responsáveis pela gestão do fim de vida dos seus produtos.
Estas medidas podem incentivar a inovação, ao mesmo tempo que facilitam o direito dos consumidores de reparar e recondicionar os seus aparelhos eletrónicos.
Investimento e compromisso
De acordo com um relatório do Instituto das Nações Unidas para Formação e Investigação e da União Internacional de Telecomunicações, o investimento em infraestruturas de recolha e reciclagem poderia gerar US$ 38 bilhões em benefícios económicos anuais até 2030.
O impacto combinado destas ações pode gerar benefícios de longo alcance, prolongando a vida útil dos aparelhos eletrónicos e diminuindo o impacto ambiental da fabricação.
Os especialistas afirmam que a colaboração global é essencial, tendo em conta que os resíduos eletrónicos são uma questão transfronteiriça que afeta desproporcionalmente os países de baixo e médio rendimento. Em 2022, os países de alto rendimento enviaram cerca de 3,3 bilhões de quilos de resíduos através de movimentos fronteiriços descontrolados.
Exemplo local de sucesso
No Cazaquistão, apenas 9% dos resíduos eletrónicos do país são reciclados. Zaitsev trabalha arduamente no desenvolvimento de estratégias para reforçar a reciclagem e melhorar a eficiência.
Com o fluxo de equipamentos eletrónicos provenientes de empresas industriais, empresas de telecomunicações e pequenos coletores, a sua empresa não tem falta de resíduos eletrónicos para reciclar.
Para Zaitsev, lidar com os resíduos eletrónicos “não se trata apenas de negócios, mas também de criar um futuro sustentável para as nossas comunidades e para o planeta.”
Source of original article: United Nations / Nações Unidas (news.un.org). Photo credit: UN. The content of this article does not necessarily reflect the views or opinion of Global Diaspora News (www.globaldiasporanews.net).
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