O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud, informou nesta terça-feira que a escalada militar ameaça as conquistas de desenvolvimento humano e econômico obtidas em todo o Irã.

As economias regionais podem sofrer retrações combinadas entre 3,7% e 6,0% do Produto Interno Bruto, PIB. O total equivale a perdas oscilando entre US$ 120 bilhões a US$ 194 bilhões, suplantando o crescimento registrado em 2025.

Escalada militar intensifica a pressão

O relatório, que faz simulações preliminares de impacto da crise, indica que os choques causados pela escalada militar agravam a pressão sobre os meios de subsistência, os serviços essenciais e as perspectivas de desenvolvimento humano.

Acnur indica que a maioria dos libaneses descreve intensos bombardeios israelenses na capital, Beirute

Ao mesmo, as comunidades em todo o Irã continuam demonstrando resiliência em lidar com esses desafios constantemente em evolução.

O mercado de trabalho deverá enfrentar uma pressão considerável. A projeção é que o desemprego aumente cerca de quatro pontos percentuais, resultando na perda de aproximadamente 3,6 milhões de postos de trabalho.

A situação pode colocar mais 4 milhões de pessoas abaixo da linha da pobreza, destaca a publicação “Escalada Militar no Oriente Médio: Repercussões Econômicas e Sociais para a Região Árabe”.

Reavaliação estratégica das políticas fiscais

O Pnud aponta que vulnerabilidades estruturais das economias árabes estão se tornando altamente suscetíveis a choques de curto prazo e a agitações externas. 

O WFP revelou que já entregava ajuda ao Afeganistão, via Irã

O relatório conclui que é preciso fazer uma reavaliação estratégica das políticas fiscais, setoriais e sociais, descrevendo o contexto atual como “um momento crítico na trajetória de desenvolvimento da região”.

Para mitigar a exposição a futuros choques, o estudo recomenda ainda que seja reforçada a integração econômica regional, a diversificação para reduzir a dependência de hidrocarbonetos, a expansão da capacidade produtiva. 

O Pnud sugere também que haja um aumento da resiliência das cadeias de suprimentos e sejam ampliadas as parcerias comerciais.

Situação de insegurança alimentar 

Na sequência do conflito, o Conselho de Segurança agendou para esta terça-feira uma reunião na sede da ONU, em Nova Iorque, para discutir os ataques fatais contra as forças de paz mobilizadas para a missão da ONU no Líbano.

Após iniciarem os confrontos, há um mês, mais de 200 mil libaneses cruzaram a fronteira para a Síria. A Agência da ONU para Refugiados, Acnur, indica que a maioria descreve intensos bombardeios israelenses na capital, Beirute, e em outras partes do país.

No entanto, o Programa Mundial de Alimentos, WFP, anunciou que estão retidas 70 mil toneladas de ajuda humanitária destinadas a pessoas vulneráveis das áreas afetadas pela guerra em diversos países do Golfo.

Os suprimentos estão ainda a bordo de navios impossibilitados de se deslocar na região. O WFP revelou que já  entregava ajuda ao Afeganistão, via Irã, para alimentar cerca de 17 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar. 

A agência deverá agora transportar a ajuda por via terrestre, partindo de Dubai, atravessando a Arábia Saudita, para depois seguir em direção ao Afeganistão.

Ataque a navio-tanque 

Em relação às operações militares, a Organização Marítima Internacional, OMI, informou que o mais recente ataque à navegação no Estreito de Ormuz incendiou um navio-tanque totalmente carregado de combustível a noroeste de Dubai. 

Trata-se do 19º incidente confirmado envolvendo embarcações nessa via marítima do Golfo, que tem servido como “um canal vital” para cerca de um quinto do petróleo e do gás mundiais.

A tripulação já foi localizada, está segura e não houve relatos de poluição. A agência continua preocupada com a segurança dos cerca de 20 mil marinheiros retidos a bordo de até 2 mil embarcações. A situação é inédita desde a Segunda Guerra Mundial.

Source of original article: United Nations / Nações Unidas (news.un.org). Photo credit: UN. The content of this article does not necessarily reflect the views or opinion of Global Diaspora News (www.globaldiasporanews.net).

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