O secretário-geral discursou, nesta quinta-feira, na Assembleia Geral da ONU revelando apoio a mais adesão global aos princípios da Carta das Nações Unidas, o reforço das ações pela paz e a união em momento marcado pela divisão.
António Guterres falou em um mundo num contexto de caos, repleto de conflitos, impunidade, desigualdade e imprevisibilidade.
Tempos atuais
A tarefa de fazer aderir de forma plena e fiel ao documento que fundou a ONU é o objetivo prioritário entre os três princípios que estarão na base das ações da organização, para este ano, mas para os tempos atuais. Guterres defendeu que não deve haver argumentos de que a Carta é um pacto que une a todos.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu que o mundo nunca se esqueça de quem são e representam as Nações Unidas: uma promessa viva
Como segundo princípio, o líder das Nações Unidas quer uma comunidade internacional incansável no seu trabalho pela paz – com justiça, paz entre nações e paz com a natureza. Para ele, a paz está na essência de todas as ações da ONU.
A terceira prioridade é concretizar a união internacional em era de divisão. Guterres ilustrou um mundo que enfrenta o risco de “sociedades se desintegrarem sob o peso do racismo, da xenofobia nacionalista e do fanatismo religioso”.
Retórica e desinformação para excluir
Para o que ele chamou de “venenos que estão corroendo o tecido das comunidades, alimentando a divisão e a desconfiança”, ele indicou haver sinais visíveis disso no dia a dia de milhões de pessoas. O chefe da ONU destacou ainda uma “retórica e desinformação para excluir em vez de acolher”.
Guterres pediu que o mundo nunca se esqueça de quem são e representam as Nações Unidas: uma promessa viva que, apesar de diferenças, resolverão os problemas juntos. Para essa promessa, ele reforça que o mundo nunca desistirá.
O informe descreve ainda o anúncio da segunda fase do cessar-fogo para acabar com o sofrimento na Faixa de Gaza, que deve ser implementado na íntegra e com rumo aberto para uma solução de dois Estados conforme o direito internacional.
Abordar as causas profundas dos conflitos
Outras crises para as quais a ONU reiterou o compromisso internacional de nunca desistir na busca pela paz são Ucrânia, Sudão, Iêmen, República Democrática do Congo, Haiti, Sahel, Mianmar e em todo o mundo.
Guterres solicitou que o mundo perceba que em tudo deve ser reconhecido que silenciar as armas não é suficiente. Por isso considera essencial abordar as causas profundas dos conflitos para evitar uma solução precária.
Num paralelo entre desenvolvimento econômico e guerras, ele disse não ser coincidência que nove dos dez países com os menores Índices de Desenvolvimento Humano estejam atualmente em situação de conflito.
Source of original article: United Nations / Nações Unidas (news.un.org). Photo credit: UN. The content of this article does not necessarily reflect the views or opinion of Global Diaspora News (www.globaldiasporanews.net).
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