O impacto dos terremotos de magnitude 7.5 e 7.2 na escala Richter, que atingiram a Venezuela, na quarta-feira, é considerado um dos piores já registrados. A tragédia gerou uma resposta humanitária internacional de larga escala, coordenada pelas Nações Unidas.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, expressou profundo pesar “pela trágica perda de vidas” e reafirmou o compromisso total da organização com os venezuelanos em meio ao cenário de destruição generalizada em Caracas e nos estados de Miranda, Carabobo, Yaracuy e La Guaira.

Pelo menos 589 mortos

Nesta sexta-feira, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, informou que o número de mortos subiu para 589 e o de feridos chegou a 2.938. O país declarou estado de emergência, acompanhado de medidas de evacuação e suspensão de serviços essenciais. 

Segundo agências de notícias, o Ministério de Relações Exteriores do Brasil confirmou a morte de dois brasileiros. Já o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal declarou que nove portugueses e lusodescendentes morreram e 56 estão desaparecidos. 

Guterres disse que o sistema da ONU se mobilizou de forma urgente para trabalhar lado a lado com o Governo da Venezuela e os parceiros locais. Ele enviou condolências às famílias das vítimas e desejou uma rápida recuperação aos feridos.

O Escritório da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários, Ocha, declarou que a busca e o salvamento são a prioridade máxima. Atualmente, 25 equipes de resposta rápida estão sendo enviadas para o terreno, movimentando cerca de mil profissionais de resgate de vários países.

Ocha/Luisana Solano
Em El Paraíso, na zona sudoeste de Caracas, são removidos os destroços após o terremoto na Venezuela

Solidariedade internacional

Os profissionais de nações como Chile, Colômbia, Equador, Países Baixos, Itália, Alemanha, França, Reino Unido, Espanha, República Checa, Itália, Jordânia e Catar juntam-se aos esforços locais e de parceiros do México e de El Salvador.

A gestão da operação, envolve um grupo de 15 especialistas da rede de Avaliação e Coordenação de Desastres das Nações Unidas, que estão sendo colocados na coordenação das buscas urbanas.

O Fundo de Emergência da ONU liberou US$ 15 milhões para financiar as atividades de urgência.

Mais de 200 pessoas presas sob os escombros

Dados preliminares apresentados pelo presidente da Assembleia Nacional da Venezuela apontam mais de 200 pessoas ainda presas sob os escombros.

A infraestrutura do país sofreu danos graves, incluindo oito hospitais e o Aeroporto Internacional Simón Bolívar. A situação forçou a suspensão de todos os voos e adicionou desafios logísticos significativos à chegada do apoio.

A vulnerabilidade da população piora com o perfil demográfico das zonas afetadas e pela presença de comunidades já fragilizadas.

Fraturas ósseas e traumatismos cranianos

A Organização Pan-Americana da Saúde, Opas, declarou que a situação nos hospitais é crítica, com muitos casos de fraturas ósseas e traumatismos cranianos, ferimentos por esmagamento, queimaduras e outras lesões decorrentes do desabamento de edifícios.

A Equipe Regional de Resposta da Opas está de prontidão, com especialistas disponíveis para mobilização conforme necessário.

Já a Organização Internacional para Migrações, OIM, informou que até 6,67 milhões de pessoas podem ser afetadas pelo desastre, incluindo dois milhões apenas em Caracas. A organização trabalha em conjunto com o governo na avaliação dos danos e tem itens básicos de assistência pré-posicionados em Caracas. 

A OIM avalia que abrigos de emergência, água, saneamento, medicamentos e medidas de proteção constituem algumas das grandes prioridades no momento. 

Ocha
Terremoto na Venezuela

Proteção das crianças

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, alerta que cerca de 3,9 milhões de crianças vivem nas regiões mais atingidas pelos tremores de terra.

A diretora executiva da agência, Catherine Russell, descreveu as imagens e os relatos vindos do terreno como arrasadores, reafirmando o compromisso de apoiar os esforços nacionais para proteger os mais jovens e vulneráveis.

Em paralelo, a Agência da ONU para Refugiados, Acnur, mobilizou recursos humanos e materiais para mitigar os efeitos da tragédia. A agência já prestava assistência à nação que, no final de 2025, tinha mais de 210 mil refugiados e requerentes de asilo.

Source of original article: United Nations / Nações Unidas (news.un.org). Photo credit: UN. The content of this article does not necessarily reflect the views or opinion of Global Diaspora News (www.globaldiasporanews.net).

To submit your press release: (https://www.globaldiasporanews.com/pr).

To advertise on Global Diaspora News: (www.globaldiasporanews.com/ads).

Sign up to Global Diaspora News newsletter (https://www.globaldiasporanews.com/newsletter/) to start receiving updates and opportunities directly in your email inbox for free.