O Conselho de Segurança das Nações Unidas reuniu-se numa sessão de emergência. nesta quinta-feira, para abordar a escalada de tensões na região do Golfo Pérsico, após os ataques iranianos ao Bahrein e ao Kuwait.
A secretária-geral assistente da ONU para Consolidação e Apoio à Paz, Elizabeth Spehar, manifestou preocupação com o ressurgimento dos confrontos militares entre os Estados Unidos e o Irã, numa altura em que prosseguem conversações diplomáticas indiretas entre ambos os países.
Ormuz e drones
Spehar falou sobre atos violentos na região do Golfo Pérsico ao citar o ataque iraniano ao navio de carga Ever Lovely, no estreito de Ormuz, e ao petroleiro Kiku, ao largo da costa de Omã, ambos na semana passada e que utilizaram drones armados.
Os Estados Unidos descreveram estes incidentes como violações do Memorando de Entendimento entre ambos os países. Como resposta, as forças norte-americanas atacaram infraestruturas militares no litoral iraniano.
Em represália, o Irã diz ter atacado infraestruturas militares dos Estados Unidos no Golfo Pérsico, incluindo uma base aérea no Kuwait e um quartel-general naval no Bahrein.
Vista para o Estreito de Ormuz a partir da Península de Musandam, Omã
Desescalada
Os dois países concordaram em cessar os ataques mútuos no dia 28 de junho, tendo sido anunciado que o Catar acolheria negociações indiretas entre ambas as partes em Doha.
A secretária-adjunta informou que as conversações diplomáticas na capital catarense estão atualmente em curso e que a amplitude do envolvimento diplomático regional reflete a gravidade das tensões militares e políticas entre os Estados Unidos e o Irã.
Esperança no diálogo diplomático
Para Elizabeth Spehar, a retomada dos ataques e incidentes marítimos nas águas do Golfo Pérsico contribui para o regresso das hostilidades em larga escala, provocando consequências catastróficas para os povos da região, para a paz e a segurança internacionais e para a economia global.
Ela instou todas as partes a evitar ações que possam comprometer o cessar-fogo e a privilegiarem o diálogo diplomático, bem como a assegurarem o cumprimento das suas obrigações ao abrigo do direito internacional, o que inclui a proteção de civis, infraestruturas e a preservação da liberdade de navegação.
Source of original article: United Nations / Nações Unidas (news.un.org). Photo credit: UN. The content of this article does not necessarily reflect the views or opinion of Global Diaspora News (www.globaldiasporanews.net).
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