As Nações Unidas anunciaram a criação de uma força-tarefa para lidar com as consequências humanitárias das interrupções no comércio marítimo através do Estreito de Ormuz. A passagem sofre interrupções desde o início do conflito no Irã, em 28 de fevereiro.
O porta-voz do secretário-geral da ONU disse que a ação surge à medida que o conflito no Oriente Médio se desenrola e ameaça se intensificar.
Necessidades humanitárias e produção agrícola
Stephane Dujarric defendeu que as interrupções no comércio marítimo através do Estreito de Ormuz correm o risco de criar efeitos em cascata, impactando as necessidades humanitárias e a produção agrícola nos próximos meses.
Para o secretário-geral, António Guterres, é preciso agir rápido. Ele designou o subsecretário-geral, Jorge Moreira da Silva, diretor executivo do Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos, Unops, para liderar a força-tarefa.
O grupo integra representantes da Conferência da ONU sobre Comércio e Desenvolvimento, Unctad, da Organização Marítima Internacional, OMI, e da Câmara de Comércio Internacional. Haverá possibilidade de convidar mais entidades conforme necessário.
Enviado especial
A ação é inspirada em estruturas já existentes, que incluem o Mecanismo de Verificação, Inspeção e Monitoramento das Nações Unidas para o Iêmen, a Iniciativa de Grãos do Mar Negro e o Mecanismo ONU 2720 para Gaza.
A organização explicou que a nova iniciativa visa “facilitar o comércio de fertilizantes, incluindo a movimentação de matérias-primas correlatas, com total respeito à soberania nacional e aos marcos jurídicos internacionais estabelecidos”.
O enviado pessoal do chefe da ONU, Jean Arnault, estará politicamente engajado com os Estados-membros relacionados, com o apoio da força-tarefa, como parte do mandato mais amplo de promoção da paz exercido por António Guterres.
A expectativa é que em caso do sucesso, a nova iniciativa também crie confiança entre os Estados-membros quanto à “abordagem diplomática do conflito e seja um passo valioso rumo a uma solução política mais abrangente”.
Source of original article: United Nations / Nações Unidas (news.un.org). Photo credit: UN. The content of this article does not necessarily reflect the views or opinion of Global Diaspora News (www.globaldiasporanews.net).
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