A Organização Marítima Internacional, OMI, iniciou um plano de retirada de mais de 11 mil marinheiros de embarcações na região do Golfo Pérsico. Os profissionais estão no local desde o conflito entre os Estados Unidos e Israel e o Irã, no fim de fevereiro.

O secretário-geral da agência, Arsenio Dominguez, anunciou que a “operação de grande escala” está a ser realizada em cooperação com Irã, Omã, Estados Unidos e outros países costeiros além da indústria marítima.

Dezenas de navios aguardam passagem

Dominguez informou que foram garantidas as condições de segurança além da verificação cuidadosa para a navegação de todas as operações. 

© IMO/Marco Theo G. Caliwag
Um marinheiro trabalha num navio

De acordo com agências de notícias, nas últimas 12 horas, pelo menos dois navios graneleiros e um navio cargueiro atravessaram o Estreito de Ormuz com base no plano da OMI. Estima-se que pelo menos 500 embarcações estejam retidas no Golfo Pérsico por causa da crise incluindo 100 navios petroleiros.

Restabelecer a segurança marítima

A proposta de evacuação da OMI ocorre após o anúncio de assinatura de um Memorando de Entendimento entre o Ira e os Estados Unidos, em 17 de junho. 

Para o líder da OMI, Arsenio Dominguez, este é um passo decisivo para restabelecer a segurança marítima e pôr termo aos inaceitáveis ataques contra a navegação civil.

Desde 1 de março, a OMI confirmou pelo menos 46 incidentes em embarcações nas águas do Estreito de Ormuz e no Oriente Médio, responsáveis pela morte de 14 marinheiros.

Source of original article: United Nations / Nações Unidas (news.un.org). Photo credit: UN. The content of this article does not necessarily reflect the views or opinion of Global Diaspora News (www.globaldiasporanews.net).

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