A Organização Mundial da Saúde, OMS, lançou o seu Apelo de Emergência Sanitária para 2026, solicitando US$ 1 bilhão para sustentar serviços de saúde e responder às crises humanitárias mais graves do mundo.
Segundo a agência, os recursos são necessários para garantir cuidados de saúde essenciais em contextos onde milhões de pessoas perderam acesso a serviços básicos.
Emergências agravadas por cortes no financiamento
Atualmente, cerca de 250 milhões de pessoas vivem em contextos de emergência que comprometem a sua segurança, abrigo e acesso à saúde.
Ao mesmo tempo que as necessidades aumentam, devido a ferimentos, surtos de doenças, desnutrição e doenças crónicas não tratadas, o acesso aos cuidados continua a diminuir.
De acordo com a OMS, 2025 foi um ano particularmente difícil para a resposta humanitária global. Cortes no financiamento forçaram o encerramento ou a redução de serviços em 6,7 mil unidades de saúde, deixando 53 milhões de pessoas sem cuidados médicos.
Famílias já vulneráveis enfrentam escolhas extremas, como decidir entre comprar alimentos ou medicamentos. Para a OMS, ninguém deveria ser forçado a tomar esse tipo de decisão, o que reforça a urgência de investimentos sustentados em sistemas de saúde.
Funcionário de saúde da OMS prestando serviços de saúde reprodutiva no Quênia
Saúde como pilar da segurança global
O diretor executivo do Programa de Emergências Sanitárias da OMS, Chikwe Ihekweazu, sublinhou que o acesso a cuidados de saúde permite manter famílias unidas, estabilizar comunidades e conter crises antes que se agravem.
Segundo a agência, sistemas de saúde fortes são essenciais para detectar ameaças precoces, travar surtos e proteger populações para além das fronteiras nacionais. Doenças como cólera, varíola dos macacos e outras ameaças emergentes demonstram que os riscos sanitários não respeitam fronteiras.
Resposta da OMS em números
Em 2025, a OMS respondeu a 50 emergências de saúde em 82 países, alcançando mais de 30 milhões de pessoas com serviços essenciais. A organização apoiou mais de 8 mil unidades de saúde e destacou mais de 1,4 mil clínicas móveis para levar cuidados médicos a populações vulneráveis.
A agência coordenou ainda 1,5 mil parceiros humanitários e mobilizou mais de 100 grupos de médicos internacionais de emergência, que realizaram cerca de 1,8 milhões de consultas em mais de 20 países.
Além da resposta direta, a OMS identificou e enfrentou mais de 450 ameaças à saúde pública através de sistemas de vigilância em tempo real.
Presença e apoio em contextos críticos
Em Gaza, a agência destacou grupos de médicos de emergência, forneceu dispositivos auxiliares e realizou evacuações médicas em grande escala. No Afeganistão, concentrou recursos em cuidados maternos, vigilância e tratamento de emergência.
Na Ucrânia, a agência expandiu serviços psicossociais e de reabilitação para até 600 mil pessoas, além de reforçar cuidados de trauma e serviços de emergência.
Após os terremotos no Mianmar, a OMS mobilizou mais de 20 grupos de médicos de emergência, forneceu 170 toneladas de suprimentos e preveniu surtos de dengue em locais de deslocamento.
No Haiti, onde a violência extrema levou ao encerramento da maioria das unidades de saúde, a OMS continua a ser uma das poucas organizações capazes de manter serviços essenciais. A agência também coordena a resposta a surtos, assegurando a continuidade dos cuidados.
Source of original article: United Nations / Nações Unidas (news.un.org). Photo credit: UN. The content of this article does not necessarily reflect the views or opinion of Global Diaspora News (www.globaldiasporanews.net).
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