A peste pneumônica pode ter sido a causa da morte de uma funcionária de um laboratório na região da Sibéria, na Rússia, na sexta-feira.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, declarou que está acompanhando a situação de perto, enquanto as autoridades russas investigam o caso. A causa da morte não foi oficialmente confirmada e exames laboratoriais estão em andamento. 

Monitoramento de 189 contatos

Segundo agências de notícias, 189 pessoas foram colocadas sob observação médica em Irkutsk, uma região no leste da Sibéria, devido à exposição à doença potencialmente mortal. Nenhuma delas apresentou sintomas até o momento.

O porta-voz da OMS, Christian Lindmeier, disse a jornalistas em Genebra, nesta terça-feira, que nenhum patógeno de doenças infecciosas perigosas foi detectado entre os contatos.

Lindmeier explicou que o local de trabalho da vítima era “um instituto que estuda patógenos perigosos, incluindo a peste”, em uma região da Sibéria onde a doença ocorre naturalmente em animais selvagens.

Unicef/Vinay Panjwani
Um médico verifica a radiografia de tórax de um paciente

Infecção contagiosa e fatal

A peste é causada pela bactéria Yersinia pestis, geralmente encontrada em pequenos mamíferos e suas pulgas. 

A peste pneumônica ocorre quando a bactéria infecta os pulmões. A OMS observa que essa forma de infecção por peste é especialmente contagiosa e pode desencadear epidemias graves por meio da transmissão de pessoa para pessoa através de partículas respiratórias.

Segundo a OMS, a peste pneumônica “pode ​​ser fatal em 18 a 24 horas após o início dos sintomas se não for tratada”, mas antibióticos comuns podem curar a doença se administrados precocemente.

Explicando a cronologia dos acontecimentos, o porta-voz da OMS disse que em 2 de outubro o sistema de monitoramento interno detectou notícias na mídia sobre uma suspeita de morte por peste pneumônica na região de Irkutsk e começou a acompanhar a situação.

Risco considerado baixo

No dia seguinte, a OMS contatou as autoridades de saúde russas para obter mais informações, de acordo com o Regulamento Sanitário Internacional, “para verificar o evento, suas circunstâncias, os testes laboratoriais em andamento e seus resultados.

O objetivo da agência nesses casos é avaliar qualquer possível implicação para a saúde pública internacional.

Lindmeier afirmou que a avaliação inicial de risco da OMS, com base nas informações disponíveis, “estima que o risco seja de moderado a baixo para Irkutsk, baixo para Rússia como um todo e muito baixo para a região europeia”.

Ele enfatizou que essa avaliação será atualizada à medida que mais informações forem obtidas.

Source of original article: United Nations / Nações Unidas (news.un.org). Photo credit: UN. The content of this article does not necessarily reflect the views or opinion of Global Diaspora News (www.globaldiasporanews.net).

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