Várias áreas de Moçambique estão em foco na iniciativa “Acesso e Escolha”, do Fundo da População das Nações Unidas.
O projeto visa responder aos desafios relacionados aos Direitos de Saúde Sexual e Reprodutiva colocando métodos modernos de Planeamento Familiar ao dispor de Unidades Sanitárias e Comunidades.
Acesso a serviços essenciais de saúde
A agência tem como objetivo principal garantir que as mulheres, os homens, os casais, os adolescentes e os Jovens tenham acesso à informação e aos métodos de planeamento familiar.
Trata-se de injetáveis, pílulas, implantes, dispositivos intrauterinos e preservativos que estes grupos precisam para escolher e tomar decisões informadas sobre o seu futuro.
Projeto “Acesso e Escolha” visa manter taxa de mortalidade materna acima dos 25%;
As províncias de Niassa e Nampula, no norte, Sofala, no centro e Inhambane a sul de Moçambique são as prioritárias.
A iniciativa de dois anos pretende reforçar o acesso a serviços essenciais de saúde sexual e reprodutiva para mulheres, adolescentes e jovens em todo o país.
Expetativas no projeto
A expectativa é que no âmbito do projeto sejam prevenidas 1,5 milhões de gravidezes não planeadas no período 2025 –2027.
O projeto visa ainda evitar 750 mil abortos inseguros, assim como manter a taxa de mortalidade materna acima dos 25%, com avanços entre os adolescentes e as populações rurais.
Outra meta é que aumente a taxa de prevalência de contraceptivos modernos para mulheres em idade fértil, de 25,3% em 2023 para 43,4% em 2030.
Em nota, o Unfpa indica que Moçambique avança de forma notável na expansão do acesso aos serviços de planeamento familiar nos últimos anos. Os ganhos são fruto do compromisso do Ministério da Saúde e parceiros.
Progressos
A utilização de métodos contraceptivos modernos aumentou de 11% em 2011 para 25% em 2022 – 23.
A agência fala de uma redução significativa da mortalidade materna de 408 para 233 por 100 mil nascimentos vivos. Já a mortalidade infantil baixou de 101 para 39 por mil nascimentos vivos.
A utilização de métodos contraceptivos modernos aumentou
O projeto do Unfpa conta com uma contribuição de € 6 milhões do Governo da Irlanda a serem aplicados na aquisição de contraceptivos, cobrindo 34% das necessidades nacionais de 2026.
Outras áreas a serem cobertas são apoio à distribuição de contraceptivos e outros medicamentos em lugares longínquos, garantindo que cheguem às unidades sanitárias e comunidades das quatro províncias.
Investimento
O reforço dos sistemas nacionais de informação logística, por meio de formação, melhoria da qualidade dos dados e uso de ferramentas digitais para monitoria da cadeia de abastecimento em tempo real é outra prioridade.
Para o embaixador da Irlanda em Moçambique, Patrick Empey, a contribuição é parte do apoio global da Irlanda para a Parceria Global do Unfpa. O financiamento é destinado à provisão de produtos para planeamento familiar em países com maiores necessidades.
O diplomata disse que Moçambique é um país com uma alta taxa de fertilidade onde investir no planeamento familiar pode ser tido como “uma intervenção estratégica de desenvolvimento com benefício nos médio e longo prazos”.
O projeto visa responder aos desafios relacionados aos Direitos de Saúde Sexual e Reprodutiva
Já a representante do Unfpa em Moçambique, Nélida Rodrigues, elogiou a contribuição ressaltando que “investir no planeamento familiar é investir no futuro” do país.
Futuro mais saudável e próspero
A chefe do Unfpa em Moçambique disse ainda que “ao garantir que mulheres e jovens possam exercer os seus direitos reprodutivos com segurança, autonomia e dignidade, o projeto contribui para reduzir mortes evitáveis.”
Ela defende que a intervenção também permite que o grupo possa “construir um futuro mais saudável e próspero para todos os moçambicanos.”
A implementação do projeto “Acesso e Escolha” envolve o Ministério da Saúde, a Central de Medicamentos e Artigos Médicos, os Serviços e Direções Provinciais e Distritais de Saúde.
*Ouri Pota é o correspondente da ONU News em Maputo.
Source of original article: United Nations / Nações Unidas (news.un.org). Photo credit: UN. The content of this article does not necessarily reflect the views or opinion of Global Diaspora News (www.globaldiasporanews.net).
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