Pelo menos 53 migrantes, incluindo dois bebês, estão mortos ou desaparecidos após o naufrágio de um barco insuflável que transportava 55 pessoas ao largo da costa da Líbia. A informação foi confirmada nesta segunda-feira pela Organização Internacional para as Migrações, OIM.

O incidente ocorreu na passada sexta-feira, quando a embarcação se virou a norte de Zuwara, Líbia. Duas mulheres nigerianas foram resgatadas numa operação de busca e salvamento conduzida pelas autoridades líbias.

Apenas duas sobreviventes resgatadas em operação líbia

A OIM informou que as mulheres resgatadas foram as únicas sobreviventes do naufrágio. Uma das sobreviventes relatou ter perdido o marido, enquanto a outra afirmou ter perdido os seus dois bebês durante a tragédia.

Após o resgate, equipas da agência prestaram auxílio imediato às sobreviventes, fornecendo cuidados médicos de emergência no momento do desembarque, em coordenação com as autoridades relevantes.

Barco partiu de Al-Zawiya e afundou após entrar água

Segundo os relatos das sobreviventes, o barco transportava migrantes e refugiados de nacionalidades africanas. A partida de Al-Zawiya foi por volta das 23h00 do dia 5 de fevereiro, tempo local.

Cerca de seis horas após a partida, a embarcação começou a meter água e acabou por se virar, provocando o desaparecimento da maioria dos passageiros.

OIM alerta para aumento de mortes no Mediterrâneo Central

A OIM lamentou mais uma tragédia na rota do Mediterrâneo Central, considerada uma das mais mortíferas do mundo para migrantes e refugiados.

Dados da organização indicam que, só em janeiro, pelo menos 375 migrantes foram dados como mortos ou desaparecidos após vários naufrágios “invisíveis” na região, registrados em condições meteorológicas extremas, com centenas de outras mortes possivelmente não documentadas.

Equipes da OIM prestam assistência médica urgente aos migrantes assim que desembarcam no porto de Abusita, em Trípoli, Líbia

Mais de 1,3 mil desaparecidos em 2025 e pelo menos 484 em 2026

O projeto Migrantes Desaparecidos, da OIM, estima que foi perdido contato som mais de 1,3 mil migrantes no Mediterrâneo Central durante o ano de 2025.

Com o naufrágio ocorrido, o número de migrantes mortos ou desaparecidos nesta rota em 2026 subiu para pelo menos 484, de acordo com os dados divulgados pela agência.

Tráfico e contrabando continuam a explorar migrantes na rota líbia

A OIM alertou que redes de tráfico humano e contrabando continuam a explorar migrantes ao longo do Mediterrâneo Central, lucrando com travessias perigosas em embarcações sem condições de segurança.

A agência destacou ainda que estas redes expõem migrantes e refugiados a riscos graves de abuso e vulnerabilidade.

A proposta da OIM é que aumente a cooperação internacional e as respostas centradas na proteção, bem como o desenvolvimento de vias seguras e regulares de migração para reduzir mortes e salvar vidas.

Source of original article: United Nations / Nações Unidas (news.un.org). Photo credit: UN. The content of this article does not necessarily reflect the views or opinion of Global Diaspora News (www.globaldiasporanews.net).

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