Moçambique é avaliado no relatório “Análise IPC da Desnutrição Aguda – Novembro 2025 a Outubro 2026”, publicado nesta segunda-feira. O exame feito em 10 distritos identifica uma tendência de piora em cinco províncias.
A situação em várias zonas é impulsionada por deslocamento interno, insegurança alimentar e limitações no acesso a serviços essenciais. O alerta é que a situação pode deteriorar-se entre maio a outubro.
Análise realizada em dez distritos e cinco províncias
A avaliação da Classificação Integrada da Fase de Segurança Alimentar, IPC, aponta para cerca de 72 mil crianças afectadas ou potencialmente enfrentando desnutrição aguda nos próximos 12 meses, necessitando de tratamento contínuo.
Análise conclui que os níveis projectados de desnutrição aguda exigem tratamento imediato e sustentado
No período de novembro de 2025 a abril de 2026, considerado época de escassez, o distrito de Doa, em Tete, foi classificado como Fase 3, ou grave, no IPC de Desnutrição Aguda.
No mesmo período, Mutarara e Macossa ficaram na Fase 2, ou alerta e os restantes distritos analisados mantiveram-se na Fase 1, considerada aceitável.
As projecções para maio a outubro indicam que Doa deverá manter-se na Fase 3. Macossa e Mutarara poderão continuar na Fase 2 e a situação pode agravar em Morrumbala e Erati, com potencial de passar de Fase 1 para Fase 2.
Desnutrição severa e moderada
O relatório aponta que, entre novembro de 2025 e outubro de 2026, poderão ser registados 9 mil casos de desnutrição aguda severa e outros 63 mil de desnutrição aguda moderada.
Além disso, a análise também indica a existência de mulheres grávidas ou lactantes gravemente desnutridas, estimadas em cerca de 19,3 mil, igualmente necessitando de tratamento.
Factores determinantes
Entre os principais factores associados ao risco de agravamento da desnutrição aguda, o relatório destaca o aumento do número de deslocados internos, especialmente no distrito de Erati. Na área da província de Nampula foram registadas deslocações provenientes do distrito de Memba.
O documento refere que cerca de 82.691 pessoas deslocadas contribuem para maior pressão sobre recursos e serviços, aumentando vulnerabilidades nutricionais, sobretudo em crianças pequenas.
Necessidade de resposta imediata e contínua
A análise conclui que os níveis projectados de desnutrição aguda exigem tratamento imediato e sustentado, especialmente para crianças entre os seis e 59 meses.
Há risco de agravamento em distritos já classificados em fases de alerta e gravidade.
O relatório alerta ainda que o contexto de escassez e instabilidade poderá continuar a afectar negativamente a situação nutricional em várias regiões do país ao longo de 2026.
Source of original article: United Nations / Nações Unidas (news.un.org). Photo credit: UN. The content of this article does not necessarily reflect the views or opinion of Global Diaspora News (www.globaldiasporanews.net).
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