O Instituto Nacional de Estatística de Moçambique, INE, deverá realizar, pela primeira vez, o recenseamento digital da população como medida para simplificar e modernizar a atualização cadastral.

A revelação foi feita à ONU News, em Nova Iorque, pela presidente do órgão, Mónica Magaua, em paralelo à 57ª sessão da Comissão Estatística. O grupo composto por 34 Estados-membros é eleito pelo Conselho Econômico e Social.

Ferramentas avançadas

Em resposta a uma questão sobre o uso de ferramentas avançadas de inteligência artificial para examinar informação e desenvolver soluções mais personalizadas, a representante disse que a meta está na mira de entidades econômicas e regionais.

Moçambique é membro da Comunidade de Desenvolvimento dos Países da África Austral, Sadc, e da União Africana que têm buscado promover a integração econômica e a cooperação entre nações integrantes.

“Para o ano, por exemplo, nós vamos conduzir o Quinto Recenseamento Geral da População e Habitação. E, pela primeira vez, vai ser um recenseamento totalmente digital. Antes era em papel, agora vai ser totalmente digital. Portanto, é uma forma também de nos compararmos aos outros países. E, aliás, também é requisito, a nível da Sadc, e da União Africana, que os países conduzam censos digitais.  Então, estamos a tentar não ficar para trás, porque senão também não seremos comparáveis. E há várias vantagens.”

Monica Magaua disse que com o novo modelo, os dados a serem recolhidos poderão estar disponíveis a um quarto do tempo em relação ao período atual de cadastramento.

Diferenças nas zonas rurais 

“O censo digital, por exemplo, traz os resultados mais rápido. Antes, levava dois anos para se ter os resultados. Agora, há de ser possível, é isso que a gente espera, que até seis meses já se tenha resultados. Então, essas evoluções fazem com que nós também cresçamos. Agora, há desafio, porque estamos a falar de um censo digital num país que não é totalmente digital. Nós temos ainda aquelas diferenças de zonas rurais, áreas em que a internet não chega. Então, isso tudo está acautelado. Esperemos que, na medida do possível, a gente consiga fazer um censo digital bom e melhor que os tradicionais.” 

A mudança importante no sistema de recenseamento acontecerá dez anos depois do Quarto Recenseamento Geral da População e Habitação realizado em 2017.

Magaua reafirmou a relevância da presença moçambicana em fóruns internacionais que validam os novos instrumentos e que tratam das diretrizes de produção estatística internacional permitindo uma comparabilidade entre vários contextos.

Na reunião que acontece até esta sexta-feira, tem havido conversas sobre estatísticas mais apuradas com parceiros lusófonos como Brasil, Cabo Verde e Portugal.

Source of original article: United Nations / Nações Unidas (news.un.org). Photo credit: UN. The content of this article does not necessarily reflect the views or opinion of Global Diaspora News (www.globaldiasporanews.net).

To submit your press release: (https://www.globaldiasporanews.com/pr).

To advertise on Global Diaspora News: (www.globaldiasporanews.com/ads).

Sign up to Global Diaspora News newsletter (https://www.globaldiasporanews.com/newsletter/) to start receiving updates and opportunities directly in your email inbox for free.