A Missão da ONU que acompanha a situação dos direitos humanos na Ucrânia afirma que desde que a Rússia lançou sua invasão em grande escala ao país vizinho, em 24 de fevereiro de 2022, mais de 15 mil pessoas foram mortas e pelo menos 41 mil civis ficaram feridos.
A agressão também forçou milhares de ucranianos e fugir de suas casas destruindo a infraestrutura e as edificações do país. Nesta terça-feira, o tema deve ser debatido pelo Conselho de Segurança, em Nova Iorque, com a participação do secretário-geral da ONU, António Guterres.
Uma hora de eletricidade por dia
Em 2025, e nos primeiros meses deste ano, autoridades da Ucrânia documentaram um dos piores momentos para os civis. Neste período, houve um número recorde de mortes superior aos registrados em 2023 e 2024 juntos.
Além disso, a população ucraniana tem sofrido com ataques sistemáticos a redes de energia e outras áreas de infraestrutura em meio a um inverno rigoroso.
Nesta segunda-feira, a agência da ONU responsável por serviços de projetos de infraestrutura e obras, Unops, divulgou um comunicado para lembrar os quatro anos da guerra. O diretor-executivo do Unops, Jorge Moreira da Silva, lembra a história de uma das colaboradoras da agência em Kyiv, capital da Ucrânia.
Yana tem acesso a quase uma hora de eletricidade estável por dia, em consequência de interrupções severas no fornecimento de energia. Essa é uma situação que se repete em diversas partes da Ucrânia afetando crianças, idosos e comunidades afastadas da linha da frente dos combates.
Civis passam por um edifício danificado pela guerra na Ucrânia.
Temperaturas abaixo de zero
Desde o início deste ano, os ataques estão se intensificando e provocando cortes significativos no acesso à eletricidade, à água e ao aquecimento. As temperaturas mantêm-se abaixo de zero, chegando regularmente a menos 20oC.
Outra agência da ONU, a Organização Mundial da Saúde, OMS, afirma que o ano passado foi o que mais documentou ataques a entidades de saúde na Ucrânia. O aumento foi de 20% se comparado a 2024.
Desde o início da agressão russa foram 2.882 ataques a postos de saúde afetando agentes do setor, ambulância e estoques de medicamentos e equipamentos de saúde.
O Unops lembra que famílias e instituições se encontram exaustas após anos de conflito, vivendo em incerteza e sob medo constante. A invasão em larga escala contra a Ucrânia em 2022, ocorrei oito anos após a anexação ilegal de partes do território ucraniano, ocorrida em 2014.
Desde o início da invasão, também durante o inverno, a agência da ONU forneceu geradores e reforçou infraestruturas para ajudar a manter edifícios aquecidos.
Apelo a solução política e cessar-fogo
Para o chefe do Unops, Jorge Moreira da Silva, é necessário fazer muito mais para ajudar a população a superar a destruição e o trauma acumulados, reconstruindo comunidades afetadas.
Ele reforçou o apelo da ONU para um cessar-fogo incondicional e a uma solução política pacífica para o conflito e que leve ao fim da violência.
A Missão das Nações Unidas que monitora a situação dos direitos humanos afirma que ocorreram violações graves do direito internacional humanitário “particularmente por parte das autoridades russas, com virtual impunidade.”
Pelos relatos, detidos civis e militares ucranianos capturados teriam sido executados, com um aumento nos relatos de execuções de militares capturados no final do ano passado. Há relatos também de violência sexual às vítimas.
Segundo o grupo, maus tratos a detidos teriam sido documentados também do lado ucraniano, especialmente em 2022.
Em comunicado, divulgado pelo seu porta-voz, o líder da ONU António Guterres afirmou que “essa guerra arrasadora é uma mancha na consciência coletiva e uma ameaça à paz e segurança regional e internacional.”
Segundo o secretário-geral, quanto mais a guerra durar, mais letal ela será. Guterres voltou a pedir um cessar-fogo incondicional como primeiro passo para uma paz abrangente. Para ele, uma paz justa tem que estar baseada na Carta da ONU.
Source of original article: United Nations / Nações Unidas (news.un.org). Photo credit: UN. The content of this article does not necessarily reflect the views or opinion of Global Diaspora News (www.globaldiasporanews.net).
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