Uma nova análise da Classificação Integrada da Segurança Alimentar, IPC, revela que a insegurança alimentar no Líbano continua frágil e altamente sensível a choques, à medida que o país entra em 2026.
A avaliação cobrindo o período de novembro de 2025 a julho de 2026, teve auxílio técnico da Unidade Global de Apoio da IPC. O estudo envolveu o Ministério da Agricultura do Líbano, a Organização da ONU para a Alimentação e a Agricultura, FAO, e o Programa Alimentar Mundial, WFP.
Situação atual da insegurança alimentar
O relatório revela que cerca de 874 mil pessoas, ou 17% da população analisada, enfrentam níveis de Crise, fase 3 da IPC, ou Emergência, fase 4, de insegurança alimentar aguda entre novembro de 2025 e março de 2026.
Danos em sistemas de irrigação e secas recorrentes continuam a limitar a produção
Embora estes números indiquem uma relativa estabilização em comparação com períodos anteriores, a análise conclui que não há sinais de uma recuperação sustentada. Muitos agregados familiares permanecem próximos de limiares críticos.
A insegurança alimentar afeta de forma mais severa determinados distritos, incluindo Baalbek e El Hermel, Akkar, Baabda, Zahle, Saida, Bent Jbeil, Marjayoun, El Nabatieh e Tiro, bem como comunidades refugiadas.
Pela primeira vez, a avaliação inclui também pessoas que chegaram da Síria após dezembro de 2024, refletindo novas dinâmicas de deslocamento.
Projeções para 2026 e fatores de risco
As projeções da IPC para o período de abril a julho de 2026 indicam que o pessoas em situação de insegurança alimentar aguda poderão aumentar para cerca de 961 mil, o equivalente a 18% da população analisada.
Esta piora prevista está associada sobretudo à antecipada redução da assistência alimentar humanitária, bem como a pressões persistentes da economia, alto custo de vida, recuperação lenta dos meios de subsistência, deslocamentos contínuos e atrasos na reconstrução de infraestruturas.
Desafios no setor agrícola
A análise destaca ainda a recuperação lenta e desigual dos meios de subsistência agrícolas.
Danos em sistemas de irrigação, estradas e instalações de armazenamento, custos elevados de insumos e secas recorrentes continuam a limitar a produção, especialmente nas regiões do Vale do Bekaa e do sul do país.
Estes desafios foram agravados por uma estação excecionalmente seca em 2024–2025, que reduziu a disponibilidade de água para culturas essenciais.
Reações das autoridades e agências da ONU
O ministro libanês da Agricultura, Nizar Hani, afirmou que os resultados demonstram claramente a dimensão dos desafios ainda existentes para a segurança alimentar no Líbano. Ele sublinhou a necessidade de reforçar a resiliência das famílias e a capacidade dos agricultores.
Para os representantes do WFP e da FAO, apesar de uma ligeira melhoria em relação à avaliação anterior, as necessidades continuam altas e o apoio previsível segue essencial para evitar novo agravamento ao longo de 2026.
Mais de um ano após o cessar-fogo de novembro de 2024, o relatório conclui que a situação da segurança alimentar no Líbano continua altamente dependente.
O estudo aponta fatores como evolução do contexto da economia e de segurança, recursos humanitários em diminuição e vulnerabilidades persistentes em todo o país.
Source of original article: United Nations / Nações Unidas (news.un.org). Photo credit: UN. The content of this article does not necessarily reflect the views or opinion of Global Diaspora News (www.globaldiasporanews.net).
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