Um novo relatório da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, revela uma falta de compreensão global sobre como o oceano absorve e armazena carbono. 

O documento, produzido pela Comissão Oceanográfica Intergovernamental, COI, ressalta que essa incerteza sobre o maior sumidouro de carbono do planeta ameaça distorcer as previsões climáticas atuais.

Discrepâncias de 10% a 20%

Além disso, essa lacuna de conhecimento dificulta a formulação de estratégias eficazes de mitigação e adaptação nas próximas décadas. 

Os especialistas afirmam que o oceano é um dos maiores aliados climáticos, absorvendo grande parte do carbono emitido pelos seres humanos. Ainda assim, ainda não se sabe bem como essa defesa natural funciona, ou por quanto tempo ela pode durar. 

O relatório constata que os modelos científicos diferem amplamente na estimativa de quanto carbono o oceano absorve, com discrepâncias de 10% a 20% globalmente, e até maiores em certas regiões.

Essas diferenças decorrem da disponibilidade limitada de dados de longo prazo e das lacunas na compreensão dos efeitos das mudanças climáticas. 

Um cardume de peixes nada perto da Ilha Los Islotes em La Paz, México

Pontos de incerteza

Não se sabe ao certo como as mudanças no aquecimento e circulação dos oceanos afetam a absorção de carbono. 

Outra incerteza gira em torno de como as mudanças no plâncton e na vida microbiana influenciam o armazenamento a longo prazo, e como as regiões costeiras e polares trocam carbono com a atmosfera. 

As atividades industriais atuais, e os riscos associados à engenharia climática no futuro, também podem alterar a capacidade natural do oceano de absorver carbono.

 O novo diretor-geral da Unesco, Khaled El-Enany, disse que o oceano armazena cerca de 25% das emissões globais de CO₂. No entanto, ele ressaltou que existem “grandes pontos cegos na compreensão científica desse processo, com variações grandes o suficiente para afetar como os governos planejam estratégias de mitigação e adaptação climática”.

Risco de acelerar o aquecimento global

Se o oceano absorver menos carbono no futuro, mais CO₂ permanecerá na atmosfera e acelerará o aquecimento global. Isso teria impacto direto nas metas futuras de emissões e nos planos nacionais climáticos.

A Unesco se propõe apoiar os Estados-membros no desenvolvimento de políticas climáticas baseadas em ciência que promovam o monitoramento global coordenado da absorção de carbono nos oceanos.

O relatório também apresenta um roteiro para fortalecer a cooperação internacional e atualizar os modelos climáticos.

Preparado por 72 autores, de 23 países, o Relatório Integrado de Pesquisa em Carbono Oceânico oferece a síntese mais abrangente já produzida até hoje a respeito das incertezas que afetam o sumidouro de carbono oceânico.

Source of original article: United Nations / Nações Unidas (news.un.org). Photo credit: UN. The content of this article does not necessarily reflect the views or opinion of Global Diaspora News (www.globaldiasporanews.net).

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