O Haiti segue vivendo uma onda de instabilidade política e violência urbana com registros de mais de mil mortes e 745 feridos somente no primeiro trimestre deste ano. O alerta é do Escritório Integrado das Nações Unidas no Haiti, Binuh.
Apesar de alguns avanços na segurança em áreas da capital Porto Príncipe, a população segue com forte sensação de insegurança, declarou o representante da ONU no país caribenho Carlos Ruiz Massieu. Segundo ele, a violência continua se expandindo, especialmente nas regiões centrais do país.
Violações de direitos humanos
O informe aponta que as operações das forças de segurança conseguiram limitar a expansão territorial das gangues em áreas de Porto Príncipe.
Contudo, nos territórios controlados pelos criminosos, violações de direitos humanos seguem sendo cometidas: assassinatos, sequestros, extorsões e destruição de propriedades.
Pessoas fazem fila em um local de distribuição de ajuda no Haiti.
Violência extrema em Artibonite
Em Artibonite, na região central do Haiti, a violência alcançou novos patamares. No final de março, houve ataques coordenados em diferentes pontos do país, direcionados especialmente a guardas comunitários.
De acordo com o comunicado, 27% dos mortos e feridos registrados durante os primeiros meses deste ano foram resultado de ações de gangues, que também estão envolvidas em casos de violência sexual, principalmente contra mulheres e adolescentes entre 12 e 17 anos.
O Binuh reforça que a violência e exploração sexual têm sido utilizadas como instrumentos de controle dos moradores que vivem sob o domínio das gangues.
Denúncias de execuções sumárias
As operações das forças de segurança do Haiti, realizadas com apoio de empresas militares privadas e drones, foram responsáveis por mais de 60% das vítimas notificadas.
Denúncias de execuções sumárias foram registradas com o envolvimento de agentes da polícia. Diante dessa crise, a ONU pede às autoridades haitianas e à comunidade internacional que reforcem a luta contra o tráfico de armas, acelerem as reformas judiciais e garantam que as operações de segurança respeitem os direitos humanos.
Source of original article: United Nations / Nações Unidas (news.un.org). Photo credit: UN. The content of this article does not necessarily reflect the views or opinion of Global Diaspora News (www.globaldiasporanews.net).
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