O secretário-geral da ONU, António Guterres, emitiu um comunicado elogiando o anúncio de um cessar-fogo de duas semanas, feito na segunda-feira pelos Estados Unidos e pelo Irã.
Quase 40 dias após combates intensos e um “número alarmante de vítimas civis e destruição em massa” de infraestruturas críticas, o chefe da ONU fez um apelo para que as partes respeitem o direito internacional e cumpram suas obrigações.
Deslocados vivendo em tendas no centro da cidade de Beirute.
Líbano
Guterres considerou a medida como um passo vital no sentido de uma paz duradoura e agradeceu aos países envolvidos na facilitação do acordo, com destaque para a liderança do Paquistão como principal mediador.
Em sua conta numa rede social, ele informou que seu representante especial para o Conflito no Oriente Médio, Jean Arnault, já está no Irã.
A situação no terreno continua volátil, com relatos de agências de notícias de que os ataques aéreos israelenses não cessaram no sul do Líbano.
Essas informações apontam que, por um lado, Israel afirma que o Líbano não está coberto pelo acordo de cessar-fogo. Já a mediação do Paquistão indica que o território libanês sim faria parte do entendimento.
Para Guterres, a continuidade desses ataques sublinha “a fragilidade da situação” e reforça que o fim de todos os confrontos é urgentemente necessário para estancar o sofrimento humanitário.
Custo humano e impacto econômico
A guerra não deixou marcas apenas no Oriente Médio e suas ondas de choque foram sentidas no mundo todo, segundo o diretor executivo do Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos, Unops.
O recém-nomeado chefe da força-tarefa da ONU para salvaguarda dos fluxos no Estreito de Ormuz, Jorge Moreira da Silva, citou danos severos com a destruição em escolas, pontes, estradas e hospitais ocorrida nas últimas seis semanas.
Ele destacou ainda o choque econômico que levou milhões de pessoas além das fronteiras do conflito a enfrentar obstáculos diários causados pela alta desenfreada nos preços de alimentos, combustíveis e medicamentos.
Moreira da Silva afirmou que a trégua traz um alívio essencial para uma população em luto e deve ser mantida para abrir caminho a uma solução política de longo prazo que garanta “estabilidade, justiça duradoura e paz”.
Um menino caminha pelas ruínas de Ayta al-Shaab, no Líbano
Saúde em colapso
O apelo do alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Turk, é para que as partes ajam de boa-fé, transformando este primeiro passo em um acordo abrangente.
Ele alertou para a situação crítica dos serviços de saúde do Líbano e do Iraque, onde está sob pressão extrema.
O aumento vertiginoso de vítimas, somado aos ataques diretos a hospitais e interrupções no fornecimento de insumos, tem bloqueado o acesso a cuidados médicos essenciais.
Para assegurar o avanço da diplomacia nesse cenário, a ONU confirmou a presença do enviado pessoal do secretário-geral, Jean Arnault, na região para atuar diretamente em prol dos esforços por uma paz regional ampla e definitiva.
Source of original article: United Nations / Nações Unidas (news.un.org). Photo credit: UN. The content of this article does not necessarily reflect the views or opinion of Global Diaspora News (www.globaldiasporanews.net).
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