Em meio a crescentes tensões geopolíticas, o secretário-geral da ONU afirmou que o mundo está diante da “perspectiva perturbadora de um retorno aos testes nucleares”.
António Guterres pediu que os líderes mundiais “parem de brincar com fogo”, ressaltando que “agora é hora de silenciar as bombas antes que elas falem novamente”.
Testes, deslocamentos e contaminações
Ele enfatizou a importância do Dia Internacional Contra Testes Nucleares, celebrado neste 29 de agosto, para lembrar os danos de mais de 2 mil testes de armas nucleares, realizados nos últimos 80 anos.
O secretário-geral destacou que “os efeitos dessas explosões foram horríveis”, provocando deslocamentos e contaminando terras e oceanos.
O chefe das Nações Unidas adicionou que os testes “semeiam crises de saúde de longo prazo”, incluindo câncer e outras doenças crônicas. Além disso, “aprofundam as fissuras nos alicerces da confiança, estabilidade e paz globais”.
Um sinal de radiação em Chernobyl, Ucrânia
Ratificação “mais urgente do que nunca”
O Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares, de 1996, continua sendo o único instrumento internacionalmente acordado e juridicamente vinculante para pôr fim a este perigo.
Guterres afirmou que a entrada em vigor é “mais urgente do que nunca”. Ele apelou a todos os países para que ratifiquem o acordo “de forma imediata e incondicionalmente”.
O ano de 2025 marca o 80º aniversário do primeiro teste nuclear, realizado em 16 de julho de 1945. Naquela época, pouca consideração era dada aos efeitos arrasadores sobre a vida humana.
Em 2 de dezembro de 2009, a 64ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas declarou 29 de agosto o Dia Internacional contra Testes Nucleares, adotando por unanimidade a resolução 64/35.
O texto apela por um aumento da conscientização e educação sobre os efeitos das explosões.
A Assembleia Geral também designou 26 de setembro como o Dia Internacional para a Eliminação Total das Armas Nucleares.
Source of original article: United Nations / Nações Unidas (news.un.org). Photo credit: UN. The content of this article does not necessarily reflect the views or opinion of Global Diaspora News (www.globaldiasporanews.net).
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