Florianópolis, capital do estado de Santa Catarina, no sul do Brasil, acaba de receber mais um título: é uma das 20 cidades líderes em resíduo zero do mundo.
A escolha foi feita por agências da ONU e pelo Conselho Consultivo do secretário-geral da organização sobre o tema.
Economia circular
O anúncio ocorreu neste 30 de março, que marca o Dia Internacional do Lixo Zero agraciando 20 capitais ao redor do mundo nomeadas as primeiras 20 Cidades Rumo ao Resíduo Zero com apoio do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma, e do Programa das Nações Unidas sobre Assentamentos Humanos ONU-Habitat.
Para ser escolhida, a cidade teve de demonstrar abordagens ambiciosas e inovadoras na redução do lixo urbano além de avançar soluções de economia circular e construir sistemas urbanos mais sustentáveis, resilientes e inclusivos.
Florianópolis é também a única cidade de língua portuguesa na lista que inclui ainda Acra, em Gana, Kuala Lumpur, na Malásia, São Francisco, nos Estados Unidos, e Bolonha, na Itália.
Kuala Lumpur, na Malásia, também está na lista
Impacto no clima
A ONU lembra que o mundo gera mais de 2,1 bilhões de toneladas de resíduos sólidos municipais anualmente, tornando as cidades uma parte vital dos esforços globais para enfrentar a crise de resíduos e seus impactos no clima, biodiversidade, saúde pública e meios de subsistência.
A iniciativa 20 Cidades Rumo ao Resíduo Zero tem como objetivos:
- Reconhecer a liderança e a inovação das cidades.
- Promover a troca de boas práticas e lições aprendidas.
- Inspirar outras cidades a acelerar sua transição rumo ao resíduo zero.
- Apoiar a implementação de abordagens de economia circular em nível local.
Soluções inclusivas
O vice-presidente do Conselho Consultivo do Secretário-Geral da ONU sobre Resíduo Zero, José Manuel Moller, acredita que “essas 20 cidades importam, não porque tenham os melhores roteiros no papel, mas porque estão transformando ambição em ação.” Já a diretora-executiva do Pnuma, Inger Andersen, lembra que: soluções para poluição e resíduos são oportunidades para reinventar as economias por meio da inovação, circularidade e equidade.”
Por fim, a diretora-executiva do ONU-Habitat, Anacláudia Rosbach, ressalta que “as cidades estão na linha de frente da transição para o resíduo zero. Governos locais e regionais estão gerenciando sistemas de resíduos; remodelando as economias locais, influenciando padrões de consumo e avançando soluções inclusivas que integram trabalhadores informais e comunidades.”
A diretora executiva do ONU-Habitat, Anaclaudia Rossbach, discursa numa reunião ministerial sobre urbanização e alterações climáticas, na COP29 em Baku, Azerbaijão.
Confira a lista das cidades escolhidas:
Accra (Gana), Bolonha (Itália), Chefchaouen (Marrocos), Dar es Salaam (Tanzânia), Cidade de Dehiwala (Sri Lanka), Florianópolis (Brasil), Gaziantep (Turquia), George Town (Malásia), Cidade de Hangzhou (China), Cidade de Iloilo (Filipinas), Kisumu (Quênia), Kuala Lumpur (Malásia), Lilongwe (Maláui), San Fernando (Filipinas), San Francisco (Estados Unidos), Cidade de Sanya (China), Cidade de Suzhou (China), Varkala (Índia), Cidade de Yokohama (Japão) e Zapopan (México).
*Com informações do Unic-Rio, Brasil.
Source of original article: United Nations / Nações Unidas (news.un.org). Photo credit: UN. The content of this article does not necessarily reflect the views or opinion of Global Diaspora News (www.globaldiasporanews.net).
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